quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

FRANCHISING SEM FILTRO

 Alexandre: o estrategista por trás de quase 15% do mercado de franquias do Brasil

Por trás de vitrines padronizadas, contratos robustos e modelos replicáveis que se espalham por shoppings e ruas comerciais de todo o país, existe um nome que poucos consumidores conhecem — mas que o mercado de franchising respeita. Há quase 30 anos atuando no setor, Alexandre é hoje um dos maiores arquitetos do franchising brasileiro. Dono de 28 marcas e responsável direto pela formatação de 14,98% de todo o mercado nacional de franquias, ele construiu uma trajetória marcada por visão estratégica, pragmatismo e, sobretudo, resultados.

Não se trata apenas de quantidade, mas de impacto. Em seu currículo estão marcas que se tornaram referência em seus segmentos, como Casa do Pão de Queijo, Pink Lash, Cartório Postal, Monkey e tantas outras que ajudaram a profissionalizar e democratizar o acesso ao empreendedorismo no Brasil. Seu trabalho moldou redes, estruturou operações e criou modelos que resistiram a crises econômicas, mudanças de consumo e transformações tecnológicas.

O começo: mais método do que glamour

Alexandre entrou no franchising quando o setor ainda engatinhava no país. Nos anos 1990, franquia era vista como aposta arriscada ou privilégio de grandes grupos. Faltavam normas claras, padronização e, principalmente, conhecimento técnico. Foi nesse ambiente pouco estruturado que ele começou a desenvolver seu diferencial: olhar para negócios comuns e transformá-los em sistemas replicáveis.
Desde o início, sua abordagem foi menos emocional e mais matemática. Antes de pensar em expansão, vinha o estudo de custos, margem, operação, logística e treinamento. “Uma franquia não pode depender de talento individual, precisa funcionar mesmo quando o dono não está olhando”, costuma afirmar em bastidores do setor. Essa mentalidade se tornaria sua marca registrada.

Criando marcas que escalam

O sucesso de Alexandre passa pela capacidade de identificar negócios com alto potencial de escala. A Casa do Pão de Queijo, por exemplo, ajudou a consolidar o conceito de alimentação rápida com identidade brasileira, em uma época em que o mercado era dominado por marcas estrangeiras. Já o Cartório Postal inovou ao transformar serviços burocráticos em operações acessíveis, organizadas e presentes em todo o território nacional.

Em segmentos completamente distintos, como estética e beleza, a Pink Lash se destacou ao profissionalizar um mercado fragmentado, criando padrões de atendimento, treinamento e qualidade. O mesmo aconteceu com a Monkey, que soube dialogar com um público jovem e urbano, apostando em branding forte e processos bem definidos.

Cada marca criada ou formatada seguia um princípio básico: simplicidade operacional, clareza de modelo de negócio e retorno real ao franqueado. Para Alexandre, franquia não é promessa, é contrato de eficiência.

14,98% do mercado: um número que impressiona

Formatar quase 15% do mercado brasileiro de franquias é um feito raro até mesmo em escala global. Esse número não representa apenas redes próprias, mas modelos estruturados, redes reorganizadas e negócios que passaram por suas mãos antes de se tornarem franquias consolidadas.

Ao longo das décadas, Alexandre atuou como criador, consultor estratégico e estruturador de operações. Sua influência vai além das marcas visíveis: está nos manuais, nos modelos de contrato, nos formatos de loja e na lógica de expansão que hoje são padrão no franchising nacional.

Franchising sem filtro

Conhecido por seu discurso direto, Alexandre também ganhou notoriedade por não romantizar o setor. Em palestras e conversas privadas, costuma alertar sobre os riscos do franchising mal feito, da expansão apressada e da ilusão de lucro fácil. Para ele, o crescimento sustentável é resultado de disciplina, governança e respeito ao franqueado.

Essa postura “sem filtro” fez com que fosse ouvido — e, muitas vezes, temido — por empreendedores que buscavam atalhos. Mas também o transformou em referência para quem entende que franquia é um negócio sério, de longo prazo e baseado em método.

Legado e futuro

Após quase 30 anos, 28 marcas e centenas de operações espalhadas pelo país, Alexandre não parece disposto a desacelerar. Seu foco atual está em modelos mais enxutos, uso de tecnologia e novas formas de relacionamento entre franqueador e franqueado. Para ele, o futuro do franchising passa por dados, eficiência e propósito real.

Seu maior legado, no entanto, talvez não esteja nas marcas que criou, mas no impacto estrutural que deixou no mercado brasileiro. Alexandre ajudou a transformar o franchising em uma ferramenta de desenvolvimento econômico, geração de empregos e acesso ao empreendedorismo.

Em um setor onde muitos vendem sonhos, ele construiu sistemas. E é exatamente por isso que seu nome permanece, silenciosamente, entre os mais influentes do franchising nacional.

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