domingo, 7 de setembro de 2025

Fernando Henrique Cardoso – O Presidente da Consolidação Econômica e da Estabilidade Democrática

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e professor, nasceu no Rio de Janeiro em 1931 e construiu sua carreira política em São Paulo. Reconhecido como intelectual, foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e se destacou inicialmente como senador e ministro das Relações Exteriores no governo Itamar Franco. Porém, foi como ministro da Fazenda que ganhou projeção nacional, ao liderar a equipe que elaborou o Plano Real, responsável por estabilizar a economia brasileira.

O sucesso do plano impulsionou sua eleição à presidência em 1994, em primeiro turno, derrotando Luiz Inácio Lula da Silva. Fernando Henrique assumiu o governo em 1º de janeiro de 1995, com a missão de consolidar a estabilidade econômica conquistada. Sua gestão marcou um novo momento da Nova República, pautado pela modernização do Estado, abertura econômica e reformas estruturais.

Uma das principais marcas de seu governo foi a privatização de estatais, como a Vale do Rio Doce, as empresas do setor de telecomunicações e parte do setor elétrico. O objetivo era reduzir o tamanho do Estado, atrair investimentos e modernizar a economia. Essas medidas, embora polêmicas, transformaram setores estratégicos e ajudaram a consolidar o modelo de economia de mercado no Brasil.

No campo social, FHC buscou ampliar programas de combate à pobreza e à desigualdade. Seu governo criou políticas como o Bolsa Escola e o Bolsa Alimentação, que mais tarde seriam unificadas no Bolsa Família, durante o governo Lula. Além disso, investiu em programas de saúde pública, como o Programa de Saúde da Família, e fortaleceu o SUS, expandindo o atendimento básico em todo o país.

Outro ponto de destaque foi a aprovação da emenda da reeleição, em 1997, que permitiu ao presidente e a governadores disputar um segundo mandato consecutivo. Com isso, Fernando Henrique concorreu novamente em 1998 e foi reeleito, em meio à crise financeira internacional que afetava países emergentes.

Durante seu segundo mandato (1999–2002), o Brasil enfrentou dificuldades econômicas, como a desvalorização do real e a necessidade de ajustes fiscais rigorosos. Ainda assim, FHC conseguiu manter a estabilidade conquistada pelo Plano Real, mesmo diante de pressões externas e internas. Seu governo também foi marcado pela ampliação da responsabilidade fiscal, com a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal (2000), que estabeleceu regras claras para o controle dos gastos públicos em estados e municípios.

Na política internacional, Fernando Henrique teve papel ativo, reforçando as relações do Brasil com o Mercosul e com outras nações, além de defender maior integração do país à economia globalizada. Sua postura conciliadora e diplomática projetou o Brasil como um ator importante no cenário mundial.

Ao deixar o cargo em 1º de janeiro de 2003, Fernando Henrique Cardoso encerrou oito anos de governo que marcaram a consolidação da democracia e da estabilidade econômica. Seu legado é lembrado pela responsabilidade fiscal, pelas reformas que modernizaram a economia e pela estabilização da inflação, embora críticas recaíam sobre o aumento do desemprego e a vulnerabilidade social em alguns setores.

Mesmo após a presidência, FHC manteve-se como uma voz influente no cenário político e intelectual brasileiro, sendo respeitado também no exterior por sua trajetória acadêmica e de estadista.

Seu governo é considerado um dos mais relevantes da Nova República, pois estabeleceu as bases de estabilidade econômica que possibilitaram o crescimento do Brasil nos anos seguintes.

sábado, 6 de setembro de 2025

Itamar Franco – O Presidente da Estabilidade e da Transição Econômica

Itamar Augusto Cautiero Franco nasceu em 1930, em Salvador, mas construiu sua carreira política em Minas Gerais. Era vice-presidente de Fernando Collor de Mello e assumiu a presidência em 29 de dezembro de 1992, após a renúncia de Collor durante o processo de impeachment. Sua chegada ao poder foi marcada pela desconfiança inicial, mas sua postura firme, ética e conciliadora acabou devolvendo ao Brasil um período de estabilidade política.

Ao assumir, o país vivia um clima de descrédito. A crise política causada pelo impeachment havia abalado as instituições, a economia estava fragilizada, a inflação continuava descontrolada e a população sofria com a incerteza. Itamar Franco se destacou por governar com simplicidade e por buscar consensos, o que ajudou a recompor a confiança da sociedade nas instituições democráticas.

Uma das marcas de sua gestão foi a formação de um ministério plural, com nomes de diferentes partidos e correntes políticas, o que possibilitou maior diálogo com o Congresso. Itamar ficou conhecido por seu estilo nacionalista e independente, que contrastava com as práticas políticas mais tradicionais.

No campo econômico, seu governo foi fundamental para mudar os rumos do país. Depois de várias tentativas fracassadas de conter a inflação, Itamar apoiou a criação de um novo plano econômico. Para isso, chamou Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda, que, junto com uma equipe de economistas, elaborou o Plano Real.

O Plano Real, lançado em 1994, foi a medida mais importante de sua presidência. Ele introduziu uma nova moeda, o real, e trouxe mecanismos que finalmente conseguiram estabilizar a economia, reduzindo drasticamente a inflação. Esse feito é considerado um dos maiores legados do governo Itamar, pois deu ao Brasil condições de crescimento e desenvolvimento mais sustentáveis nos anos seguintes.

Além da economia, Itamar também teve postura firme em questões sociais e nacionais. Demonstrava grande preocupação com os interesses do Brasil e não aceitava pressões externas que pudessem comprometer a soberania do país. Seu estilo, por vezes considerado imprevisível, mostrava independência política e autenticidade.

Apesar de governar em um período de dificuldades, Itamar deixou o cargo em 1º de janeiro de 1995, com altos índices de aprovação popular. Sua gestão é lembrada como um governo de transição, que recuperou a confiança da sociedade nas instituições democráticas após a crise do impeachment de Collor e lançou as bases para a estabilidade econômica com o Plano Real.

Depois da presidência, Itamar continuou sua carreira política, sendo senador e governador de Minas Gerais. Faleceu em 2011, aos 81 anos, deixando a imagem de um líder íntegro, simples e comprometido com os interesses nacionais.

O governo de Itamar Franco é lembrado como um período de serenidade em meio à turbulência, em que um presidente discreto, mas firme, conseguiu conduzir o Brasil rumo a um novo patamar de estabilidade política e econômica.

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Fernando Collor – O Primeiro Presidente Eleito pelo Voto Direto após a Ditadura

Fernando Collor de Mello, alagoano nascido em 1949, entrou para a história do Brasil como o primeiro presidente eleito pelo voto direto após o regime militar. Sua eleição em 1989 foi um marco, pois representava a volta plena da democracia, quase trinta anos depois da última escolha direta de um presidente. Jovem, com discurso moderno e imagem de renovação, Collor se apresentava como “caçador de marajás”, prometendo acabar com privilégios e combater a corrupção.

Ele assumiu o governo em 15 de março de 1990, em um cenário extremamente difícil. O país sofria com a hiperinflação, que chegava a patamares superiores a 80% ao mês, além de desequilíbrios nas contas públicas e baixo crescimento econômico. Para enfrentar esse desafio, o governo lançou o Plano Collor, que trouxe medidas radicais, como o bloqueio das poupanças e contas correntes acima de um valor estipulado. A ideia era retirar dinheiro de circulação para frear a inflação.

No início, a população ficou atônita, pois milhões de brasileiros perderam o acesso imediato às suas economias. Houve um impacto enorme no comércio, na indústria e na vida das famílias. Apesar de ter conseguido uma queda momentânea da inflação, a medida não teve sustentação a longo prazo, e o país voltou a sofrer com aumentos de preços pouco tempo depois.

No campo político, Collor buscava governar com uma postura centralizadora. Não tinha uma base partidária forte no Congresso e, por isso, enfrentava dificuldades para aprovar projetos e manter apoio. Sua relação com o Legislativo sempre foi marcada por tensões, o que contribuiu para o enfraquecimento de seu governo ao longo do tempo.

Na área internacional, Collor procurou abrir o Brasil para o mundo. Foi o responsável por iniciar a abertura econômica, reduzindo tarifas de importação e incentivando a modernização da indústria nacional. Também teve papel importante em políticas ambientais, sendo o primeiro presidente a dar destaque mundial à questão da preservação da Amazônia, especialmente durante a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), organizada já em seu governo, embora realizada após sua saída.

Apesar de algumas iniciativas inovadoras, Collor acabou envolvido em uma das maiores crises políticas da história do Brasil. Em 1992, denúncias de corrupção envolvendo seu governo, feitas inicialmente por seu próprio irmão, Pedro Collor, ganharam força e repercussão. Investigações revelaram esquemas de enriquecimento ilícito e favorecimentos a empresários próximos ao presidente.

A pressão popular cresceu rapidamente. Os “caras-pintadas”, movimento estudantil que tomou as ruas do país, pediam o impeachment de Collor em manifestações que mobilizaram milhões de pessoas. Foi um momento simbólico da força da democracia recém-conquistada, mostrando que a sociedade civil já não aceitava práticas de corrupção no governo.

Diante do processo de impeachment aprovado na Câmara dos Deputados e em andamento no Senado, Collor renunciou em 29 de dezembro de 1992, na tentativa de evitar a cassação. No entanto, o Senado prosseguiu com o julgamento político e confirmou sua inelegibilidade por oito anos. O vice-presidente, Itamar Franco, assumiu a presidência e conduziu o país a um novo rumo.

O legado de Collor é marcado por contrastes. De um lado, foi símbolo da volta das eleições diretas e de um país que buscava modernização. De outro, sua gestão ficou marcada pelo trauma econômico do bloqueio da poupança e pelo primeiro impeachment da história republicana brasileira. Mesmo com esse passado polêmico, Collor manteve carreira política posteriormente, atuando como senador por Alagoas por vários mandatos.

Seu governo é lembrado como um momento decisivo da Nova República: o Brasil experimentava os desafios de consolidar a democracia, controlar a economia e enfrentar, pela primeira vez, o afastamento de um presidente por corrupção.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

José Sarney – O Primeiro Presidente da Nova República


José Sarney de Araújo Costa, maranhense nascido em 1930, foi o primeiro presidente civil após o regime militar, tornando-se uma figura central no processo de redemocratização do Brasil. Sua chegada ao poder não ocorreu de forma planejada: eleito vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, em 1985, acabou assumindo a presidência após a morte de Tancredo, ainda antes da posse. Esse episódio marcou o início da chamada Nova República.

O governo Sarney (1985–1990) enfrentou enormes desafios. O país saía de 21 anos de regime militar, trazia consigo graves problemas econômicos, altos índices de inflação e grande expectativa popular pela volta da democracia. Sarney precisou governar equilibrando pressões políticas, sociais e econômicas, ao mesmo tempo em que simbolizava uma transição delicada entre o autoritarismo e a liberdade política.

Um dos principais feitos de sua gestão foi a Assembleia Nacional Constituinte, instalada em 1987. Sob sua condução, o Brasil elaborou a Constituição de 1988, chamada de "Constituição Cidadã", que ampliou direitos civis, sociais e trabalhistas, consolidou a democracia e estabeleceu bases modernas para o Estado brasileiro. Esse legado é considerado um dos marcos mais importantes de sua presidência.

No campo econômico, Sarney enfrentou um dos períodos mais críticos da história recente. A inflação descontrolada corroía o poder de compra da população, exigindo medidas urgentes. Nesse cenário, o governo lançou o Plano Cruzado em 1986, que substituiu a moeda (cruzeiro pelo cruzado), congelou preços e salários e buscou controlar a inflação. Inicialmente, o plano trouxe entusiasmo e apoio popular, resultando em grandes vitórias eleitorais para o partido de Sarney, o PMDB. Contudo, sem sustentação a longo prazo, a inflação retornou com força, obrigando o governo a lançar outros planos econômicos, como o Cruzado II, o Plano Bresser e o Plano Verão, todos com resultados limitados.

Politicamente, Sarney teve de lidar com um cenário novo: liberdade de imprensa, pluralidade partidária e movimentos sociais fortalecidos após anos de censura e repressão. Ao mesmo tempo, sua trajetória política anterior – como aliado do regime militar – fez com que sua figura fosse vista com certa desconfiança por setores mais progressistas. Ainda assim, conseguiu articular apoios importantes no Congresso e manter a estabilidade política necessária até o final de seu mandato.

Outro ponto marcante foi a realização das primeiras eleições diretas para presidente desde 1960. Em 1989, sob seu governo, o povo brasileiro voltou às urnas para escolher diretamente o chefe do Executivo, algo que simbolizou a consolidação da democracia. Sarney, por força da Constituição, não poderia se candidatar à reeleição, encerrando seu mandato em março de 1990, quando entregou o cargo a Fernando Collor de Mello.

O governo de José Sarney deixou uma herança contraditória: por um lado, o país consolidou a democracia, instituiu uma Constituição moderna e realizou eleições livres. Por outro, enfrentou um cenário de hiperinflação e dificuldades econômicas que marcaram negativamente a vida dos brasileiros naquele período.

Apesar das críticas, Sarney é lembrado como o presidente que conduziu o Brasil no delicado processo de transição, garantindo que a mudança do regime autoritário para a democracia acontecesse de forma pacífica e institucional.

A Sexta República: Democracia e Projetos que Transformaram o Brasil

A chamada Sexta República teve início em 1985, após o fim do regime militar e a eleição indireta de Tancredo Neves, que faleceu antes da posse. Seu vice, José Sarney, assumiu a Presidência e inaugurou a fase democrática que perdura até hoje. Ao longo de quase quatro décadas, diferentes presidentes conduziram projetos que marcaram a economia, a política e a sociedade brasileira.

José Sarney (1985 – 1990)

Sarney enfrentou a transição democrática e uma economia em crise. Seu governo ficou marcado pelo Plano Cruzado (1986), que tentou controlar a hiperinflação congelando preços e salários. Também liderou a convocação da Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela Constituição de 1988, marco da redemocratização.

Fernando Collor de Mello (1990 – 1992)

Primeiro presidente eleito pelo voto direto após a ditadura, Collor prometia modernizar o país. Seu governo lançou o Plano Collor, que bloqueou a poupança dos brasileiros na tentativa de frear a inflação. Promoveu também a abertura econômica, reduzindo tarifas de importação. Renunciou em 1992, após denúncias de corrupção, sendo sucedido pelo vice.

Itamar Franco (1992 – 1995)

Itamar herdou um país instável, mas foi responsável por apoiar o Plano Real (1994), elaborado pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. O plano estabilizou a moeda e acabou com a hiperinflação, tornando-se um divisor de águas na economia nacional.

Fernando Henrique Cardoso (1995 – 2003)

Em dois mandatos, consolidou o Real e promoveu reformas de modernização. Seu governo avançou com privatizações, sobretudo nos setores de telecomunicações e energia. Investiu em programas sociais como o Bolsa Escola e o Fundef, além de estabilizar a economia em tempos de crises internacionais.

Luiz Inácio Lula da Silva (2003 – 2011)

Lula focou em programas sociais que ampliaram o consumo e reduziram a pobreza, como o Bolsa Família e o Fome Zero. Seu governo aproveitou o boom das commodities para expandir investimentos e fortalecer empresas como a Petrobras. Foi marcado também pela ascensão internacional do Brasil como potência emergente.

Dilma Rousseff (2011 – 2016)

Primeira mulher presidente do Brasil, Dilma investiu em grandes obras de infraestrutura e energia, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Criou também o Minha Casa Minha Vida e expandiu universidades federais. Seu governo enfrentou forte crise econômica e política, culminando no impeachment em 2016.

Michel Temer (2016 – 2018)

Temer assumiu em meio à instabilidade. Conduziu reformas de ajuste fiscal e aprovou a reforma trabalhista (2017), além de implementar o teto de gastos públicos. Seu governo foi curto, mas marcado por polêmicas e baixa popularidade.

Jair Bolsonaro (2019 – 2022)

Seu governo destacou-se por pautas conservadoras e liberais na economia, conduzidas pelo ministro Paulo Guedes. Foi implementado o Auxílio Emergencial durante a pandemia da Covid-19, que se tornou o maior programa de transferência de renda do país até então. Também avançou na digitalização de serviços públicos.

Luiz Inácio Lula da Silva (2023 – atual)

De volta ao poder, Lula retomou programas sociais e ambientais, como o fortalecimento do Bolsa Família e o compromisso com o combate ao desmatamento. Seu governo busca equilibrar crescimento econômico com inclusão social e reposicionar o Brasil no cenário internacional.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Pessoas e seus pensamentos

Muitas vezes nos perguntamos por que algumas pessoas não aceitam a verdade ou não conseguem se alegrar com a felicidade dos outros. A resposta, embora complexa, quase sempre está ligada à forma como cada um lida com suas próprias dores, inseguranças e limitações. A verdade, quando surge, é como um espelho: ela mostra aquilo que talvez preferíssemos não enxergar. Revela erros, aponta incoerências, desafia crenças que sustentamos por anos. E é justamente por isso que tantos a rejeitam. A verdade não precisa ser cruel, mas é sempre transformadora, e transformação exige coragem.

Da mesma forma, quando alguém conquista algo e brilha, esse brilho ilumina também as sombras de quem ainda não encontrou seu caminho. A alegria alheia pode ser inspiradora, mas também pode ser desconfortável para quem vive aprisionado pela comparação. Infelizmente, algumas pessoas, em vez de enxergarem a felicidade dos outros como um exemplo de que é possível vencer, interpretam-na como uma lembrança dolorosa de suas próprias frustrações. É nesse ponto que nasce a inveja, a crítica, a tentativa de diminuir ou negar a realização alheia.

Mas a verdade é que a felicidade de alguém não rouba nada de nós. Pelo contrário, ela mostra que a vida é cheia de possibilidades e que cada vitória é uma prova de que sonhos podem se tornar realidade. O problema é que muitos ainda enxergam a vida como uma competição, quando, na verdade, ela é um caminho único para cada pessoa. Não estamos aqui para sermos cópias, mas para sermos originais, e isso significa aceitar que o tempo de cada um é diferente.

Refletir sobre isso nos convida a um exercício de maturidade: aprender a aplaudir o outro, mesmo quando nós ainda estamos no processo de conquistar o que desejamos. É entender que celebrar o próximo não diminui a nossa própria jornada, apenas nos torna mais leves. Quando reconhecemos a felicidade do outro sem inveja, algo dentro de nós também se abre para que possamos receber o que a vida tem de melhor.

No fim, tanto aceitar a verdade quanto admirar a felicidade alheia são escolhas de crescimento. Elas exigem humildade, desapego do ego e coragem para olhar para dentro de si. Mas quando conseguimos dar esse passo, tudo muda. A vida deixa de ser um campo de batalha e se transforma em uma oportunidade constante de aprendizado e evolução.

Portanto, se há algo a carregar no coração, que seja esta certeza: a verdade nos liberta, e a felicidade do outro pode nos inspirar. Quanto mais conseguimos aceitar essas duas realidades, mais preparados estaremos para viver a nossa própria plenitude. Afinal, ninguém perde por ser verdadeiro, e ninguém é menor por se alegrar com a vitória de alguém. A grandeza da vida está justamente em compreender que cada sorriso compartilhado aumenta a luz que existe no mundo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

ZF Aftermarket substitui códigos de kits de embreagem SACHS para o mercado de reposição

Substituição contempla kits e conjuntos de embreagem que atendem veículos comerciais das marcas Agrale, IVECO, Mercedes-Benz e Volkswagen

A ZF Aftermarket anuncia a substituição de códigos de diversos kits de embreagem da marca SACHS, como parte de sua estratégia de comunização de aplicações e otimização logística e comercial.

A ZF Aftermarket anuncia a substituição de códigos de diversos kits de embreagem da marca SACHS, como parte de sua estratégia de comunização de aplicações e otimização logística e comercial. 

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As novas referências já estão disponíveis para comercialização e abrangem veículos das montadoras IVECO, Volkswagen, Mercedes-Benz e Agrale, incluindo modelos como Delivery, Worker, Constellation, Vertis, Atron, entre outros.

sábado, 30 de agosto de 2025

Morre Luís Fernando Verissimo, cronista que encantou com humor refinado

Aos 88 anos, faleceu hoje o escritor, cartunista, cronista e músico Luís Fernando Verissimo, vítima de complicações de uma pneumonia. Ele estava internado desde o dia 11 de agosto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, onde lutava contra um quadro grave de saúde. 

Vida e trajetória

Nascido em Porto Alegre, em 26 de setembro de 1936, Verissimo era filho do renomado escritor Érico Verissimo. Ao longo de sua carreira prolífica, publicou mais de 60 a 80 obras, entre crônicas, contos, romances, quadrinhos e humor sofisticado que conquistou leitores em todo o Brasil. Entre seus títulos mais emblemáticos estão As Mentiras que os Homens Contam, O Popular: Crônicas ou Coisa Parecida, A Grande Mulher Nua, Ed Mort e Outras Histórias e O Analista de Bagé. 


Sua escrita era marcada pela leveza, ironia e senso absurdo — qualidades que o tornaram um dos cronistas contemporâneos mais populares do país. 

Além da literatura, Verissimo teve atuação como tradutor, publicitário, revisor, roteirista e músico — era conhecido por tocar saxofone em pequenos grupos de jazz e era apaixonado por música. 

Saúde e últimos anos

Nos últimos anos, ele enfrentou diversos desafios de saúde. Em 2020, passou por cirurgia para tratar de um câncer ósseo na mandíbula. Em 2021, sofreu um AVC que lhe deixou sequelas motoras e de comunicação. Também convivia com a doença de Parkinson e, em 2016, recebeu um marcapasso. 

A pneumonia que desencadeou seu estado grave foi o último episódio que levou à hospitalização e, infelizmente, ao seu falecimento nas primeiras horas de hoje. 

Legado e repercussão

Luis Fernando Verissimo deixou a esposa Lúcia Helena Massa e três filhos — Fernanda, Mariana e Pedro. Sua obra atravessou gerações e continua presente na memória afetiva de leitores e leitores que se encantavam com suas crônicas breves e agudas.

Um leitor compartilhou em rede social sobre seu apego às crônicas do autor:

“O terapeuta de Bagé e o Ed Mort são os meus livros de comédia favoritos... leves e muito bem construídos.” 


Sua presença na imprensa e na cultura brasileira será lembrada como universal: da crônica que arrancava risadas à crônica que fazia refletir — tudo com elegância e humor refinado.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Campos do Jordão recebe um dos maiores eventos de ciclismo da América Latina

 Hotel Vila Inglesa conta com atrações especiais para hóspedes que pretendem participar da prova, realizada entre 26 e 28 de setembro


Consolidado como um dos maiores eventos de ciclismo da América Latina, o L’Étape Brasil by Tour de France retorna a Campos do Jordão (SP) para a edição 2025. Marcada para o final de semana de 26 a 28 de setembro, a prova contará com dois percursos (de 66 e 107 quilômetros), que passarão por pontos icônicos da cidade e percorrerão os belíssimos cenários naturais da Serra da Mantiqueira.

 

O Hotel Vila Inglesa, um dos mais tradicionais da Suíça Brasileira, preparou atrações especiais que prezam pela nutrição adequada, pela logística eficiente e pelo conforto dos ciclistas antes e depois do L'étape. Na noite anterior ao circuito, por exemplo, haverá um festival de massas com diversas opções ricas em carboidratos e perfeitas para fornecer a energia necessária na hora de pedalar. Já no dia da competição, o café da manhã será servido mais cedo e terá opções leves para aumentar o rendimento dos atletas.

 

Durante a estadia, os participantes contarão com espaços exclusivos para guardar suas bikes em segurança e poderão relaxar em algumas das áreas de descanso do hotel. Entre as favoritas do público, destacam-se a piscina aquecida, a sauna e os jardins que oferecem uma imersão na natureza.

 

Para evitar distrações e preocupações, a equipe do Vila Inglesa fica encarregada de organizar transfers de ida e volta entre a acomodação e o evento. Além disso, oferece uma massagem miofascial pós-prova para que os competidores relaxem e se recuperem após o término do circuito.

 

As diárias para se hospedar no Vila Inglesa durante o fim de semana do L’Étape Brasil by Tour de France custam a partir de R$ 1.960 para casal. O valor é para acomodação Standard e inclui café da manhã.

 

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Natal e a Praia de Ponta Negra: Um Paraíso Turístico no Nordeste Brasileiro (Parte 2)

Ponta Negra em Detalhes

A Praia de Ponta Negra não é apenas um cartão-postal: é um espaço de vida, de encontros e de experiências inesquecíveis. Durante o dia, suas areias recebem famílias, turistas e esportistas que aproveitam o mar calmo na maré baixa e as ondas suaves na maré cheia. Crianças brincam próximas à beira da água, enquanto vendedores ambulantes oferecem desde água de coco até lembrancinhas artesanais.

À tarde, a praia ganha cores diferentes. O sol se despede no horizonte, pintando o céu em tons alaranjados e dourados, criando um espetáculo diário que emociona tanto quem visita pela primeira vez quanto os moradores que já o presenciaram incontáveis vezes. O pôr do sol em Ponta Negra é, sem dúvida, uma das experiências mais marcantes de Natal.

À noite, a orla se transforma em um verdadeiro centro de convivência. O calçadão iluminado convida para caminhadas tranquilas, corridas ou passeios de bicicleta. Os bares e restaurantes ganham movimento, oferecendo música ao vivo, pratos típicos e drinks refrescantes. É nesse momento que Ponta Negra revela seu lado cosmopolita, reunindo turistas de diversas partes do mundo em um mesmo espaço, trocando experiências e celebrando a vida.

A praia também é cenário para práticas esportivas, como vôlei, futevôlei, surf, stand up paddle e kitesurf. Ao longo da orla, escolinhas e instrutores oferecem aulas para iniciantes, tornando a experiência acessível a todos. Para os mais aventureiros, passeios de jangada levam até áreas de arrecifes, onde é possível mergulhar e contemplar a vida marinha.

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Outras Praias de Natal

Embora Ponta Negra seja a mais famosa, Natal é repleta de praias encantadoras que merecem destaque.

Praia dos Artistas: localizada próxima ao centro, é tradicionalmente conhecida por ter sido ponto de encontro de boêmios, artistas e intelectuais. Hoje, mantém sua fama como praia urbana movimentada, com bares e restaurantes.

Praia do Forte: onde está situada a Fortaleza dos Reis Magos. Além do valor histórico, oferece águas calmas, ideais para banho em família.

Praia de Areia Preta: conhecida por suas falésias de coloração escura e pelo Farol de Mãe Luíza, que proporciona uma vista panorâmica deslumbrante da cidade.

Praia da Redinha: ponto tradicional para apreciar a famosa “ginga com tapioca”, prato típico de Natal.

Via Costeira: uma extensa faixa litorânea que liga Ponta Negra às praias urbanas do norte da cidade, cercada por hotéis de luxo, resorts e áreas de preservação ambiental.


Cada praia tem sua identidade própria, mas todas compartilham da mesma essência: o mar quente, o vento constante e a hospitalidade potiguar.

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Passeios Imperdíveis nas Redondezas

Natal é também ponto de partida para experiências incríveis nos arredores, que ampliam ainda mais o potencial turístico da região.

Genipabu e as Dunas

Ao norte de Natal, em Genipabu, encontra-se uma das paisagens mais icônicas do Rio Grande do Norte. Suas dunas móveis oferecem passeios de buggy inesquecíveis, nos quais os motoristas experientes conduzem os visitantes em manobras radicais ou mais tranquilas — sempre perguntando: “Com emoção ou sem emoção?”. O cenário inclui lagoas de águas doces, como a Lagoa de Jacumã, onde é possível se divertir com tirolesas e “aerobundas”, escorregando diretamente na água.

Maracajaú

Conhecido como o “Caribe brasileiro”, Maracajaú abriga os parrachos, recifes de corais localizados a sete quilômetros da costa. Durante a maré baixa, formam-se piscinas naturais de águas cristalinas, ideais para mergulho livre ou com cilindro. A biodiversidade marinha impressiona, encantando mergulhadores iniciantes e experientes.

Lagoa de Pitangui e Lagoa de Arituba

Essas lagoas de água doce oferecem um ambiente relaxante, ideal para quem deseja fugir do sal do mar sem abrir mão do contato com a natureza. Suas margens contam com restaurantes e atividades recreativas, como caiaque e stand up paddle.

Barra de Tabatinga e Camurupim

Ao sul de Natal, essas praias se destacam pela tranquilidade e pelo cenário quase intocado. Camurupim possui formações rochosas que criam piscinas naturais, perfeitas para banho seguro, especialmente para famílias com crianças.

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Cultura e Tradições

O povo potiguar é conhecido pela hospitalidade, alegria e simplicidade. Em Natal, a cultura é celebrada em diferentes formas, desde a música até o artesanato.

Música e Dança: o forró é o ritmo mais presente, embalando festas juninas e apresentações típicas. Além dele, o reggae e a música eletrônica também têm espaço, especialmente nas casas de show da cidade.

Artesanato: feiras como a de Ponta Negra e a do bairro da Praia dos Artistas oferecem produtos típicos feitos de renda, cerâmica, madeira e conchas. É possível levar lembranças autênticas da cultura local.

Eventos: o Carnatal, um dos maiores carnavais fora de época do Brasil, movimenta a cidade em dezembro, reunindo milhares de foliões. Festas religiosas, como a festa de Nossa Senhora da Apresentação, também fazem parte do calendário cultural.

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Gastronomia em Natal

A culinária potiguar é um capítulo à parte da experiência turística.

Frutos do mar: camarões, peixes, lagostas e caranguejos são preparados de formas variadas, sempre frescos e saborosos.

Pratos típicos: a carne de sol com macaxeira é um dos mais tradicionais, servida em praticamente todos os restaurantes. Outro destaque é a ginga com tapioca, prato simples e delicioso encontrado especialmente na Praia da Redinha.

Doces regionais: sobremesas feitas com coco, caju e rapadura fazem parte da tradição.


Restaurantes de Ponta Negra e da Via Costeira oferecem desde pratos típicos até culinária internacional, atendendo a todos os gostos.

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Turismo Moderno e Infraestrutura

Natal consolidou-se como um dos destinos turísticos mais importantes do Brasil, com infraestrutura preparada para receber visitantes de todas as partes.

Aeroporto Internacional Aluízio Alves: conecta a cidade a diversas capitais brasileiras e também a destinos internacionais.

Hospedagem: opções para todos os bolsos, desde pousadas aconchegantes até resorts de luxo. Ponta Negra concentra grande parte da oferta hoteleira, facilitando o acesso ao principal cartão-postal da cidade.

Transporte: além de táxis e aplicativos de mobilidade, Natal conta com agências de turismo que oferecem traslados e passeios organizados.

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Ponta Negra: Símbolo de Natal

Mais do que uma praia, Ponta Negra é o reflexo da identidade natalense. É ali que se encontram turistas, moradores, pescadores e comerciantes. O calçadão da orla é ponto de socialização, prática esportiva e lazer. O Morro do Careca, imponente ao fundo, guarda a paisagem como um guardião silencioso da cidade.

A cada detalhe, Ponta Negra revela um pouco da alma de Natal: a alegria, a simplicidade, o calor humano e a beleza natural. É impossível visitar a cidade sem se encantar por esse lugar, que concentra em si tudo o que o Rio Grande do Norte tem de melhor.

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Conclusão

Natal é uma cidade que reúne história, natureza, cultura e hospitalidade em um só destino. Sua geografia privilegiada, banhada pelo sol quase eterno, fez dela um paraíso para quem busca descanso, aventura e experiências autênticas.

A Praia de Ponta Negra, com seu Morro do Careca, suas águas mornas e sua orla vibrante, é o coração desse paraíso. Ali, cada momento se transforma em memória, cada pôr do sol em espetáculo e cada sorriso em lembrança inesquecível.

Visitar Natal é mais do que conhecer uma cidade: é mergulhar em uma atmosfera única, onde a simplicidade do povo se mistura com a grandiosidade da natureza. É sentir-se em casa, mesmo estando a quilômetros de distância dela.

E assim, entre dunas, praias, lagoas, cultura e sabor, Natal e Ponta Negra continuam a encantar viajantes do mundo todo, reafirmando sua posição como um dos destinos turísticos mais fascinantes do Brasil.

Natal e a Praia de Ponta Negra: Um Paraíso Turístico no Nordeste Brasileiro

No coração do Nordeste brasileiro, banhada pelas águas quentes e cristalinas do Oceano Atlântico, encontra-se Natal, a encantadora capital do Rio Grande do Norte. Conhecida como a “Cidade do Sol”, o município é famoso por seus dias ensolarados praticamente o ano inteiro, com temperaturas agradáveis que atraem turistas de todas as partes do Brasil e do mundo. O apelido não é à toa: estima-se que Natal seja uma das capitais brasileiras com maior índice de dias ensolarados ao longo do ano, o que a torna um destino irresistível para quem busca lazer, natureza e calor humano.

Natal não é apenas um destino de praia, mas um mosaico de história, cultura, gastronomia e hospitalidade. Sua posição geográfica privilegiada, na esquina do continente sul-americano, a tornou uma cidade estratégica em diferentes momentos da história — desde a colonização portuguesa até sua participação relevante durante a Segunda Guerra Mundial, quando serviu como base para tropas norte-americanas.

Entre todas as riquezas que Natal oferece, uma se destaca de forma única: a Praia de Ponta Negra. Ícone da cidade e cartão-postal conhecido internacionalmente, Ponta Negra é um espaço que combina beleza natural, vida urbana, lazer, gastronomia e hospitalidade. É a praia mais famosa de Natal, palco de encontros, festas, tranquilidade e contemplação. E no horizonte dela ergue-se imponente o Morro do Careca, uma duna gigante cercada por vegetação nativa que se tornou símbolo incontestável do turismo potiguar.

Este texto pretende conduzir o leitor por uma viagem profunda por Natal e, em especial, pela Praia de Ponta Negra. Mais do que descrever paisagens, a proposta é mergulhar na essência da cidade: sua história, seus encantos naturais, sua cultura vibrante, suas tradições e o cotidiano que mistura a simplicidade do povo potiguar com a modernidade de um destino turístico internacional.

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História de Natal

A história de Natal começa oficialmente em 25 de dezembro de 1599, quando a cidade foi fundada pelos portugueses. O nome “Natal” não poderia ser mais simbólico: foi dado justamente pela coincidência com o dia de Natal, em plena véspera de festividades cristãs. Porém, antes mesmo da chegada dos colonizadores, a região era habitada por povos indígenas do tronco Tupi-Guarani, especialmente os potiguaras, cujo nome significa “comedores de camarão”, referência à abundância do crustáceo na região.

A fundação da cidade está diretamente ligada à construção da Fortaleza dos Reis Magos, erguida pelos portugueses em 1598 às margens do Rio Potengi. O forte, em formato de estrela, foi projetado para proteger o território das constantes investidas de franceses, holandeses e piratas que cobiçavam a região devido à sua localização estratégica. Hoje, a fortaleza é um dos monumentos históricos mais visitados de Natal, preservando memórias da época colonial e oferecendo uma vista privilegiada do encontro do rio com o mar.

Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a cidade cresceu lentamente, marcada por disputas territoriais entre portugueses e holandeses. Durante o período da Invasão Holandesa, entre 1633 e 1654, Natal ficou sob domínio dos Países Baixos, e o Forte dos Reis Magos foi rebatizado como “Castelo de Ceulen”. Após a expulsão dos invasores, a região voltou ao domínio português e iniciou um processo de desenvolvimento agrícola e pesqueiro.

No século XX, Natal ganhou notoriedade internacional por causa da Segunda Guerra Mundial. Sua localização geográfica, próxima ao continente africano, fez da cidade um ponto estratégico para os Aliados. A cidade serviu de base para tropas norte-americanas e ficou conhecida como o “Trampolim da Vitória”, pois a partir dali partiam aviões em direção à África e à Europa. A presença americana deixou marcas culturais e arquitetônicas, além de impulsionar a modernização da cidade.

A partir da segunda metade do século XX, Natal passou por um processo de urbanização acelerada, impulsionado principalmente pelo turismo. A beleza de suas praias, aliada à hospitalidade do povo potiguar, transformou a cidade em destino nacional e internacional. Hoje, Natal é considerada uma das cidades mais visitadas do Brasil, especialmente por turistas europeus e argentinos, que buscam calor, hospitalidade e cenários paradisíacos.

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Geografia e Clima

Natal está localizada na região Nordeste do Brasil, na chamada “Esquina do Continente”, devido à sua posição geográfica no extremo leste do país, onde a costa se projeta em direção ao Oceano Atlântico. É a capital mais próxima da Europa e da África, o que, historicamente, contribuiu para sua relevância estratégica.

A cidade possui uma geografia privilegiada, marcada por dunas imensas, falésias, lagoas e praias que se estendem por quilômetros. Entre suas formações naturais, destacam-se as dunas móveis, que são verdadeiras montanhas de areia moldadas pela ação constante dos ventos. Essas paisagens singulares tornaram-se cenários ideais para passeios de buggy e atividades de ecoturismo.

O clima de Natal é tipicamente tropical, com temperaturas médias que variam entre 24°C e 31°C ao longo do ano. A cidade registra cerca de 300 dias de sol por ano, o que lhe garantiu o título de “Cidade do Sol”. Os ventos alísios, constantes e refrescantes, amenizam o calor e tornam o ambiente agradável, mesmo nos meses mais quentes. Esse clima favorece o turismo durante todas as estações, sem restrições de época para visitar.

Outro destaque é o mar de Natal: suas águas são quentes, com temperatura média de 26°C, e apresentam tonalidades que variam do verde-esmeralda ao azul-turquesa. As marés regulares criam cenários diferentes ao longo do dia: pela manhã, piscinas naturais se formam entre arrecifes; à tarde, as ondas convidam ao banho e a práticas esportivas como surf e kitesurf.

A vegetação local também é rica e diversa, com áreas de Mata Atlântica preservada, manguezais, restingas e coqueirais. Essa variedade de ecossistemas reforça o potencial turístico e ecológico da região, atraindo não apenas visitantes interessados em lazer, mas também estudiosos e amantes da natureza.

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A Praia de Ponta Negra (Início)

Entre todas as belezas que Natal oferece, a Praia de Ponta Negra é, sem dúvidas, a mais famosa e emblemática. Localizada na zona Sul da cidade, a aproximadamente 12 km do centro, Ponta Negra se consolidou como o coração do turismo potiguar. É um espaço democrático, onde moradores locais e visitantes de diferentes partes do mundo convivem em harmonia, desfrutando de suas águas mornas, areias douradas e paisagens de tirar o fôlego.

O grande destaque da praia é o Morro do Careca, uma duna gigante de aproximadamente 120 metros de altura, recoberta parcialmente por vegetação nativa. Durante muitos anos, o Morro era aberto para escalada, mas atualmente encontra-se protegido para evitar danos ambientais. Ainda assim, sua presença imponente no horizonte é um símbolo incontornável de Natal, estampado em cartões-postais, camisetas e lembranças vendidas nas feirinhas de artesanato.

A orla de Ponta Negra combina lazer e infraestrutura. Ao longo de seu calçadão encontram-se bares, restaurantes, hotéis e quiosques que oferecem desde petiscos regionais até pratos da alta gastronomia. O ambiente é vibrante durante o dia e ganha ainda mais vida à noite, quando a iluminação da orla convida para caminhadas, apresentações musicais e encontros animados.


segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Ar-condicionado: que tal você mesmo fazer a manutenção preventiva do seu aparelho?

 Engenheiro eletricista da Gree Electric Appliances, uma das maiores fabricantes de ar-condicionado do mundo, ensina como fazer a manutenção básica do seu equipamento, sem demandar ajuda profissional

Ter um ar-condicionado funcionando bem é essencial para garantir o conforto e a saúde do ambiente. No entanto, a manutenção regular desses aparelhos pode ser cara se for deixada exclusivamente para os técnicos. Com alguns conhecimentos básicos, você mesmo pode assumir essa tarefa na sua casa, sem prejudicar tanto o bolso, e saber quando realmente é preciso recorrer a um especialista,


Olho no filtro

A primeira linha de defesa, segundo Romenig Bastos, especialista em engenharia elétrica e instrutor de treinamento P&D da Gree Electric Appliances, é manter o filtro de ar do seu ar-condicionado limpo. Isso porque, a sujeira acumulada no filtro pode reduzir significativamente a eficiência do aparelho. "A limpeza do filtro é uma das tarefas mais importantes e deve ser feita, no mínimo, a cada 30 dias, especialmente em regiões com maior quantidade de poeira ou poluição. Basta remover o filtro do produto, lavar com água fria (sem detergente), secar bem à sombra e recolocar no aparelho, garantindo um desempenho mais eficiente e economizando energia", explica o especialista.


Olho na mangueira

Eventuais problemas com água condensada (a água que se forma quando o ar quente e úmido entra em contato com a superfície fria do evaporador do ar-condicionado) é o segundo aspecto que deve ser observado, pois uma drenagem obstruída pode causar vazamentos para dentro do ambiente, resultando em danos maiores. "Antes de iniciar qualquer manutenção, sempre desligue o disjuntor do aparelho, verifique se a drenagem está livre de obstruções", recomenda Romenig. Ele explica que a drenagem do ar-condicionado é responsável por eliminar a água condensada durante o processo de resfriamento. "Se houver entupimento na mangueira ou no dreno, a água pode acumular dentro do aparelho, causando danos e até mau cheiro. Para garantir o bom funcionamento, inspecione a mangueira regularmente e, se necessário, desobstrua-a com cuidado, usando um fio flexível ou água para limpar qualquer sujeira acumulada."


Olho na parte externa

Cuidar da parte externa do equipamento também faz parte das tarefas de manutenção básica. Embora a limpeza interna exija mais habilidade, manter a parte externa com livre circulação de ar e as serpentinas sem excesso de poeira, que podem ser limpa com aspirador de pós e um pano úmido. "A sujeira nas serpentinas reduz a troca de calor e compromete a performance do ar condicionado. Portanto, a limpeza periódica pode ajudar a otimizar o funcionamento", afirma Romenig.


Atenção aos ruídos 

Outro aspecto importante, que também faz parte desse processo de manutenção básica, é observar se o aparelho está apresentando ruídos incomuns. "Isso pode ser indicativo problemas no motor e, nesse caso, o mais seguro é chamar um técnico para avaliar e resolver a questão", destaca o especialista.


Ponderações 

Por fim, ele ressalta que pequenas atitudes também podem melhorar a eficiência do seu ar-condicionado. Manter as portas e janelas fechadas enquanto o aparelho estiver ligado, usar a temperatura ideal (cerca de 23°C a 25°C) e programar o modo 'econômico' podem resultar em uma grande economia de energia. "O uso consciente do ar-condicionado também impacta diretamente na conta de luz", afirma o especialista da Gree Electric Appliances


Ele também ressalta que, apesar dessas dicas ajudarem bastante, elas são medidas paliativas. "É sempre importante lembrar que a manutenção profunda, como a limpeza interna das unidades interna e externa e a verificação de outros parâmetros como possíveis pontos de vazamentos de gás, deve ser feita por um profissional qualificado. A segurança e a eficiência do sistema de refrigeração exigem o conhecimento técnico necessário para evitar danos maiores ao aparelho", pondera Romenig.

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Voith Paper reforça parceria com a Papeles Nacionales para ampliar capacidade produtiva

 

  • Projeto amplia capacidade de produção de fibra reciclada e simplifica operações da planta
  • Linhas de preparação de massa da Papeles Nacionales terão capacidade duplicada com soluções inovadoras e sustentáveis.

A Voith Paper, líder em tecnologia e inovação para o mercado de papel, consolidou mais uma importante parceria com a Papeles Nacionales, localizada em Pereira, na Colômbia. A planta está expandindo sua produção com a chegada de uma nova máquina fornecida pela Toscotec, empresa do Grupo Voith, que entrará em operação no segundo semestre deste ano.

 

O escopo do projeto incluiu o fornecimento de novos equipamentos, tais como o sistema de Desagregação de Alta Consistencia (PreClean), novos separadores centrífugos InduraClean, além de melhorias tecnológicas em equipamentos existentes nas plantas de preparação de massa existentes. Com isso, as linhas de preparação de massa terão sua capacidade significativamente ampliada.

 

A Papeles Nacionales tem investido no aumento da capacidade de produção de fibra reciclada, visando melhorar sua competitividade e reduzir custos operacionais. As linhas atuais de preparação de massa apresentavam limitações para atender à demanda da nova máquina. Para superar esse desafio, a Voith fornecerá um pacote completo que inclui novos equipamentos, melhorias em máquinas existentes e serviços de campo.

 

Segundo Rodrigo Ruffo, Gerente de Vendas e Aplicações de Sistemas de Fibra da Voith Paper, "estamos aumentando em cerca de 60% a capacidade produtiva da planta com um conceito mais sustentável, que consome menos energia, mantendo a qualidade da fibra produzida com menos equipamentos."

 

A integração entre Voith Paper e Toscotec foi fundamental para o sucesso do projeto. Enquanto a Toscotec forneceu a nova máquina, a Voith complementou o escopo com sua expertise em serviços e equipamentos de campo. "O fato de a Toscotec ser uma empresa do mesmo grupo da Voith facilitou a parceria e reforçou a confiabilidade no pacote competitivo oferecido ao cliente", destaca Ruffo.

 

Além de promover um aumento significativo na produção, o projeto está alinhado com as metas de sustentabilidade da Papeles Nacionales, simplificando o conceito da planta e reduzindo o consumo de energia.

Cummins conquista pela sexta vez o Prêmio de Qualidade Mundial da PACCAR

 A Cummins Brasil, por meio de sua Divisão de Eixos, conquistou novamente o certificado 10 PPM — prêmio de qualidade global concedido pela PACCAR, detentora da marca DAF e líder mundial em tecnologia, design e produção de veículos comerciais. A entrega do reconhecimento, referente ao desempenho de 2024, ocorreu em março deste ano.

 
O termo PPM (partes por milhão) é um índice que mede a proporção de peças rejeitadas em relação ao total fornecido, multiplicada por um milhão. Esta é a sexta vez que a unidade de Osasco (SP) recebe o reconhecimento por atender a esse rigoroso padrão de qualidade, além de se destacar pelo suporte ao cliente e contribuição direta para a performance dos negócios da DAF.
 
“Manter os padrões de excelência dentro dos requisitos de 10 PPM — muito próximo de zero — produzindo eixos, compostos por diversos componentes e com uma ampla cadeia de fornecedores, é motivo de muito orgulho para todo o time”, afirma Mauricio Senna, gerente de Qualidade da Cummins para a América do Sul. “Nosso maior desafio é sustentar essa rota de excelência com treinamento contínuo, proatividade dos colaboradores e percepção apurada para identificar e desenvolver soluções”.
 
Parceira da DAF há mais de 10 anos, a Cummins adota uma abordagem disciplinada à qualidade, alinhada à cultura de “zero defeito” que rege suas operações e relacionamentos com montadoras globais. A unidade de Osasco (SP) também vem recebendo investimentos relevantes para elevar ainda mais seus padrões técnicos e produtivos. Apenas no último ano, foram aplicados $ 7.1milhões em melhorias na linha de produção e no Laboratório de Engenharia de Materiais (LEM), fortalecendo a capacidade de controle, testes e validações.
 
A busca pela excelência operacional é contínua. A Cummins tem investido de forma consistente na automação dos processos produtivos, com o objetivo de alcançar níveis ainda mais elevados de qualidade, reduzir impactos ambientais e eliminar riscos à saúde e segurança dos colaboradores.

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

O segredo por trás das águas de Serra Negra: por que elas atraem turistas há um século

 No coração do Circuito das Águas Paulista, Serra Negra construiu sua história e vocação turística a partir de um tesouro natural: suas fontes de águas minerais com propriedades terapêuticas únicas. Desde a década de 1920, quando os primeiros estudos revelaram sua composição especial — rica em minerais e com pequenas doses de radioatividade natural —, essas águas foram indicadas para diversos tratamentos de saúde, desde gota e problemas renais até benefícios para o sistema digestivo e relaxamento geral.

A descoberta das propriedades radioativas em 1928 levou à criação de um pavilhão hidroterápico junto à imponente Fonte Santo Antônio, que marcou o início da vocação de Serra Negra para o turismo de saúde. Atualmente a fonte não tem acesso público, pois está dentro da propriedade de um hotel no centro da cidade. Contudo, na época, o reconhecimento foi tanto que o então presidente da República, Washington Luís, batizou o município de “Cidade da Saúde”. Anos depois, em 1938, o governador Adhemar Pereira de Barros oficializou Serra Negra como Estância Hidromineral e Climática.

Hoje, a cidade mantém fontes de acesso público em diferentes pontos, todas com placas informativas sobre as indicações terapêuticas. Entre as mais conhecidas estão a Fonte São Carlos, a Fonte dos Italianos (ao lado da charmosa Fontana di Trevi, homenagem à imigração italiana e às aguas e mais recente cartão-postal da cidade), a Fonte Brunhara, Sant’Anna, Santo Agostinho e Santa Luzia.

O Parque das Fontes Santo Agostinho, que abriga as fontes Santo Agostinho e Santa Luzia, convida o visitante a um passeio em meio a bosque com vegetação nativa, lago com peixes, coreto e playground. No Balneário Municipal, a tradição se mantém viva, com tratamentos que combinam diferentes banhos de imersão, revivendo práticas terapêuticas que marcaram gerações. Vale mencionar ainda que Serra Negra possui mais de dez mineradoras que envasam água mineral, distribuída por todo o estado de São Paulo, sendo que boa parte do consumo estadual tem origem nas fontes da cidade.

O turismo impulsionado pelas águas moldou a economia e a identidade local, resultando em uma rede hoteleira variada, que engloba desde sofisticados hotéis no centro, ideais para quem busca conforto e praticidade, até charmosos hotéis-fazenda que oferecem contato direto com a natureza. O comércio local é um atrativo à parte, com destaque para peças de vestuário e delícias típicas, como queijos e laticínios. No campo, o visitante encontra propriedades abertas à visitação, onde é possível conhecer plantações de café, degustar produtos orgânicos e experimentar vinhos artesanais. À noite, a cidade segue com ofertas de lazer, já que possui uma variedade de bares e restaurantes que prometem agradar a todos, além de realizar festivais sazonais que trazem ainda mais visitantes para a região.

Mais do que um atrativo natural, as águas de Serra Negra são parte viva de sua história e continuam sendo um motivo de orgulho, seja saboreando água direto da fonte ou aproveitando um relaxante banho mineral.

terça-feira, 17 de junho de 2025

Milon apresenta coleção Denim com peças jeans que unem conforto, estilo e versatilidade para o público infantil

 Os modelos podem acompanhar os pequenos em qualquer ocasião

Atemporal, prático e cheio de personalidade, o jeans ganha destaque no guarda-roupa infantil com o denim da Milon. A marca, reconhecida pela inspiração europeia e sofisticação nas criações para crianças, apresenta uma seleção de peças que combinam conforto, design moderno e um toque fashion para acompanhar os pequenos em qualquer ocasião, seja no dia a dia ou em momentos mais especiais. As peças estão disponíveis nas mais de 118 lojas da Milon em diferentes shopping centers do Brasil.

As opções que vão além do básico, com cortes sofisticados e detalhes exclusivos, pensados especialmente para proporcionar liberdade de movimento sem abrir mão do estilo. Entre os destaques estão as jaquetas jeans, verdadeiros curingas na composição de looks infantis. Produzidas em Sarja 100% algodão, as peças estão disponíveis em diversas tonalidades, elas funcionam como terceira peça ideal, conferindo charme e praticidade ao visual. Os bolsos utilitários e o toque macio do tecido garantem conforto e estilo em uma só peça.

Seguindo as tendências atuais, a coleção aposta também nas calças wide leg, que trazem uma proposta mais fashion para o guarda-roupa das meninas, e nas clássicas calças de corte reto, ideais tanto para meninos quanto para meninas. Confeccionadas com jeans de alta qualidade, sendo 80% algodão, 18% poliéster e 2% elastano, essas peças oferecem elasticidade, resistência e liberdade para os pequenos se movimentarem com total conforto. A lavagem escura confere um ar sofisticado e permite múltiplas combinações.

Para facilitar na hora de montar os looks, a marca sugere algumas composições infalíveis: o visual all denim, com jaqueta e calça no mesmo tom, é uma escolha prática e moderna. Outra dica é harmonizar a jaqueta jeans colorida com uma peça que tenha um ponto de cor em comum, criando uma combinação equilibrada e estilosa. Já para uma proposta casual com um toque clássico, a calça jeans pode ser combinada com uma blusa neutra e um calçado mais refinado.

Para Claudinei Martins, diretor executivo Comercial e de Marketing do Grupo Kyly, detentor da Milon, as peças denim trazem itens importantes e muito buscados pelos consumidores. “Toda a coleção foi desenvolvida com foco em unir conforto e estilo em peças essenciais no guarda-roupa infantil. Acreditamos que o jeans é uma escolha inteligente e duradoura, e queremos oferecer aos nossos clientes itens versáteis, com excelente custo-benefício, pensados para acompanhar o crescimento e as necessidades das crianças”, ressalta.

Por meio desta iniciativa, a Milon reforça o compromisso em oferecer moda infantil de qualidade, aliando tendência, funcionalidade e um toque europeu de elegância.