sexta-feira, 1 de abril de 2016

Azul Linhas Aéreas trará Concorde ao Brasil

Companhia planeja trazer até cinco unidades do jato supersônico ao país e fará voos domésticos para várias cidades brasileiras

Primeira aeronave deve pousar em Campinas nos próximos dias e voos terão estreia em junho

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras inova mais uma vez e anuncia hoje uma decisão histórica: a companhia será a primeira aérea do mundo a retomar os voos com os jatos supersônicos Concorde. Com capacidade para até 120 assentos, a aeronave pode alcançar uma velocidade de 2.200km/h, sendo possível ligar São Paulo ao Rio de Janeiro e a Belo Horizonte em 15 minutos ou, ainda, voar de São Paulo a Marília em apenas 8 minutos. Com cinco unidades encomendadas, a empresa planeja receber o primeiro equipamento já nos próximos dias e dar início aos voos regulares em junho, quando fará evento de lançamento no aeroporto de Viracopos, em Campinas.
Inicialmente, o novo Concorde da Azul será operado a partir dos aeroportos de Viracopos e Congonhas, com voos para Marília, Araçatuba, Montes Claros, Passo Fundo, Belo Horizonte (Confins), Rio de Janeiro (Santos Dumont) e Recife. Segundo Antonoaldo Neves, presidente da Azul, a novidade é um marco na história da aviação mundial e será um divisor de águas no setor. “Traremos mais dinamismo às viagens de curta e longa distância dentro do país, já que o Concorde é a aeronave comercial mais rápida do mundo. Elas serão equipadas com modernas e confortáveis poltronas em uma cabine de classe única. O serviço e entretenimento de bordo ainda estão em fase de planejamento, mas a ideia é que não haja muitas opções, uma vez que os voos serão muito curtos”, afirma Neves.

Para Abhi Shah, vice-presidente de Receitas da Azul, o histórico de preços baixos do combustível de aviação torna os custos de operação do Concorde imbatíveis. “Nós realmente estamos muito confiantes de que podemos fazer o mercado de aviões supersônicos crescer Brasil”, afirma Shah.

A Azul ainda aguarda autorização dos órgãos reguladores para operar os novos voos, assim como o certificado para operar as novas aeronaves. Clientes TudoAzul Safira e Diamante terão condições especiais de compra, quando as passagens estiverem disponíveis. Em breve, a companhia divulgará mais detalhes sobre essa operação.

Confira abaixo os primeiros voos a serem operados pela Azul com o Concorde:

São Paulo/Campinas - Recife - São Paulo/Campinas
Origem
Saída
Destino
Chegada
Frequência
São Paulo/Campinas
10h52
Recife
11h35
Diário
Recife
12h00
São Paulo/Campinas
12h41
Diário

São Paulo/Congonhas - Araçatuba - São Paulo/Congonhas
Origem
Saída
Destino
Chegada
Frequência
São Paulo/Congonhas
14h01
Araçatuba
14h11
Diário
Araçatuba
14h46
São Paulo/Congonhas
15h59
Diário

São Paulo/Campinas - Marília - São Paulo/Campinas
Origem
Saída
Destino
Chegada
Frequência
São Paulo/Campinas
6h01
Marília
6h09
Diário
Marília
7h38
São Paulo/Campinas
7h48
Diário

São Paulo/Congonhas - Passo Fundo - São Paulo/Congonhas
Origem
Saída
Destino
Chegada
Frequência
São Paulo/Congonhas
17h15
Passo Fundo
17h34
Diário
Passo Fundo
18h01
São Paulo/Congonhas
18h22
Diário

São Paulo/Campinas - Rio de Janeiro/Santos Dumont - São Paulo/Campinas
Origem
Saída
Destino
Chegada
Frequência
São Paulo/Campinas
10h05
Rio de Janeiro/Santos Dumont
10h21
Diário
Rio de Janeiro/Santos Dumont
10h55
São Paulo/Campinas
11h09
Diário

São Paulo/Congonhas - Montes Claros - São Paulo/Congonhas
Origem
Saída
Destino
Chegada
Frequência
São Paulo/Campinas
18h00
Montes Claros
18h17
Diário
Montes Claros
18h43
São Paulo/Campinas
19h00
Diário
 

terça-feira, 22 de março de 2016

Qual vai ser o preço do petróleo no final desta década?

Os especialistas diriam que prever o preço do petróleo é mais difícil que acertar sozinho as seis dezenas da Mega Sena, cuja probabilidade é de uma chance em 50.063.860.

Enquanto que, na Mega Sena, nós conhecemos os números das bolinhas que serão sorteadas, no caso do petróleo não sabemos quantas bolinhas existem, nem que valores podem assumir, o que leva a um número infinito de combinações e faz com que a probabilidade de acertar seja, na prática, igual a zero.

Por esse motivo, os analistas do setor determinam as principais variáveis que influenciam o mercado e suas condições de contorno e, a partir da avaliação dessas condições, estabelecem cenários que permitam estimar faixas de valores mais prováveis.

Previsões de entidades e empresas mais importantes em termos de análise do setor, como a International Energy Agency, a IHS, a Wood Mackenzie e até mesmo a Energy Information Administration, órgão do governo dos Estados Unidos, apresentam variações significativas ao longo do tempo. Ao considerarmos o valor mais baixo da previsão mais pessimista e o valor mais alto da previsão mais otimista, estamos falando, nas previsões mais atuais, de uma faixa, em 2020, que varia entre US$ 50.00 e US$ 80.00 o barril do petróleo Brent.

Entretanto, mais útil do que tentar descobrir o valor que efetivamente será praticado nos próximos três ou quatro anos é entender as principais variáveis que influenciam a formação de preços e as possibilidades de sua variação vis-a-vis às mudanças do cenário geopolítico internacional.
O petróleo é tratado como uma commodity, mas, em decorrência de sua importância na matriz energética mundial e de seu peso na economia, a formação de seu preço acaba envolvendo uma quantidade muito maior de condicionantes e variáveis a ser observada do que outros produtos primários, como o minério de ferro, a soja ou o suco de laranja.   

Para começar, a quase totalidade dos meios de transporte utiliza derivados de petróleo, parcela que significa praticamente um terço de todo consumo mundial de energia (os outros dois terços ficam divididos em partes iguais entre moradia/comércio e indústria/agricultura). Adicionalmente, a maioria dos produtos consome, em sua composição e ou em seu processo de fabricação, uma boa parcela de derivados de petróleo.

Assim sendo, é fácil entender o primeiro duelo que se trava, o qual tem a ver com a lei da oferta, que é a dos países exportadores de óleo e gás natural que necessitam da receita de venda para fecharem suas contas, e da procura, decorrente dos países que dependem da importação desse insumo para sobreviver.  Tal duelo ocorre também entre o petróleo e o capital, pois oito dos quinze países mais ricos do mundo, que representam 38% do PIB mundial, dependem da importação do petróleo. Por outro lado, os países que detém 70% das reservas mundiais representam menos que 4% do PIB mundial (dados da CIA-USA) e dependem da exportação do petróleo como sua principal fonte de receita.  

Devido ao tempo necessário para o desenvolvimento de novos campos, à disponibilidade de oferta potencial de rápida disponibilização e aos estoques acumulados em tempos de preços atrativos para compra no mercado internacional, o efeito das alterações na demanda e na oferta sobre os preços não é instantâneo. As variações no curto prazo, quando ocorrem, decorrem de fatos de forte impacto, como um terremoto ou uma guerra, ou simplesmente de especulação, pois o petróleo acaba sendo um importante ativo negociado em bolsa. 

Existem ainda inúmeros outros fatores, igualmente importantes, que exercem forte influência sobre os preços, alguns passíveis de serem previstos e outros nem tanto. Alguns deles serão comentados a seguir.

Merece destaque o crescimento dos países emergentes, principalmente da China e da Índia, países que apresentam percentuais ainda proporcionalmente baixos de consumo de óleo e gás natural em suas matrizes energéticas e, no caso da China, mesmo desacelerando sua economia, ainda está crescendo acima de 6% ao ano e já passou os Estados Unidos como o maior importador de petróleo.

As catástrofes e guerras também são fatores a considerar, pois, se de um lado fenômenos climáticos ou geológicos podem paralisar importantes polos de produção, guerras e conflitos têm o mesmo efeito, dado que grande parte das reservas mundiais se encontra em áreas potencialmente conturbadas. Nesse aspecto, há que ser considerado o efeito do terrorismo em instalações produtoras, cuja probabilidade, hoje, não é desprezível. Sanções econômicas também têm um efeito importante, haja vista o que está acontecendo mais recentemente com a perspectiva de o Irã retornar ao mercado.

Fatos como os recentes conflitos entre os sunitas da Arábia Saudita e os xiitas do Irã também podem reverter esse quadro.

Outros fatores contribuem para a complexidade do tema, como o consumo de matérias primas para a indústria petroquímica, o desenvolvimento de energias alternativas, as ameaças ao meio ambiente, a concorrência com o gás natural, as práticas de redução de consumo, as novas fronteiras de produção, como as areias betuminosas do Canadá, o shale oil dos Estados Unidos e até mesmo o nosso pré-sal, cuja viabilidade é fortemente dependente do preço do óleo.

Finalizando, quando o preço do barril está muito baixo, os recursos para novos investimentos ficam comprometidos e a queda natural da produção não é compensada com produção nova, contribuindo, assim, para a redução da oferta e o consequente aumento do preço.
A dica está dada: Para estimar o preço do petróleo ao fim desta década, basta acompanhar, dentre outras, as variáveis acima. E pode estar certo: Se você acertar foi por mero acaso, pois, apesar de existir um número infinito de pontos em uma mesa de bilhar, em um deles a bola vai ter que parar.

Alberto Machado Neto * é diretor executivo da ABIMAQ e professor e coordenador acadêmico do MBA em Gestão em Petróleo e Gás da FGV.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Experiência única no Kennedy Space Center

Astronautas de renome recebem turistas no Kennedy Space Center em março

Anote na agenda: se estiver planejando ir a Miami ou Orlando inclua esse roteiro no passeio

Os astronautas J.O. Creighton, Winston Scott, Mark Lee e Bob Springer estarão no Kennedy Space Center durante esse mês para receber os turistas e contar um pouco sobre sua história, treinamento e experiência no espaço.

Creigton receberá os turistas nesta semana (14 a 18/03) e Scoot nos dias 19 e 20. A experiência de conversar com o astronauta Mark Lee será entre os dias 26 e 29 e finalizando os encontros, Bob Springer recebe os turistas nos dias 30 e 31. O turista também tem um tempo para perguntas, foto e autógrafo do astronauta, tudo já incluído no ingresso do parque.

Em abril a programação continua com Ed Gibson entre os dias 1 e 5; o queridinho Bob Springer retoma nos dias 6, 7 e 8 de abril e John Bartoe entre 9 e 13/04.

Por um custo adicional de $29.99 dólares por adulto e $15.99 dólares por criança é possível almoçar com o astronauta dentro do Kennedy Space Center. Além de um buffet completo, o visitante vai aproveitar o tempo da refeição escutando as mais incríveis histórias do espaço, com um tempo adicional para perguntas individuais e, claro, um autógrafo exclusivo.

É uma grande oportunidade de saber tudo sobre a vida no espaço, uma emoção para crianças e adultos. Para acompanhar o cronograma dos astronautas visitantes, acesse a página do Centro de Visitantes do Kennedy Space Center em: https://www.kennedyspacecenter.com

quinta-feira, 17 de março de 2016

AOS 100 ANOS, FORD MODELO T ALCANÇA NOVO RECORDE COM VIAGEM DE VOLTA AO MUNDO

O lendário Ford Modelo T, que abriu o caminho da industrialização dos automóveis, é sempre uma atração na história de recordes do setor automotivo. Desta vez, um casal de holandeses já percorreu mais de 80.000 km numa volta ao mundo com um “Fordinho” 1915, praticamente original, iniciada em 2012. A aventura ganhou visibilidade nas mídias sociais e tem também um apelo de grande alcance por arrecadar fundos para vários projetos mundiais mantidos pela organização internacional de ajuda a crianças SOS – Children’s Villages. Trechos da jornada podem ser vistos neste vídeo.
 
Apesar dos 100 anos, o Modelo T mostra robustez e é admirado por ser um projeto de fácil reparo e manutenção, que ajudou a torná-lo um dos carros de maior sucesso de todos os tempos. Os viajantes Dirk e Trudy Regter – ambos aposentados – sempre tiveram paixão por automóveis históricos. Já foram donos também de um Ford Modelo T 1923 e um Ford Modelo A 1928, uma herança cultural que vem do pai e do avô de Dirk.
 
A viagem épica com o modelo 1915 começou com 22.000 km em 180 dias no primeiro trecho do roteiro, que levou o casal da cidade natal de Edam, na Holanda, até a Cidade do Cabo, na África do Sul. Em 2013 eles cruzaram os EUA e o Canadá, numa viagem de 28.000 quilômetros que teve como únicos inconvenientes um pneu furado e um defeito no alternador. Em 2014, eles rodaram mais 26.000 km pela América do Sul, incluindo o Brasil, em mais de 180 dias.
 
Em 2016 e 2017, seu plano é continuar a viagem pela Nova Zelândia, Austrália, Indonésia e Índia, atravessando o Himalaia até a China, através da Mongólia, e voltando para a Holanda pela Europa Central.
 
Produto de massa
 
O Ford Modelo T da aventura tem um motor a gasolina de 3.0 litros com a especificação original da fábrica, de 1915, e ganhou pneus maiores nas rodas de raios de madeira para aumentar o conforto em viagens longas. Em média, um jogo de pneus dura cerca de 15.000 km em estradas normais, mas o desgaste é bem maior em trilhas não pavimentadas, como as que o casal enfrentou em regiões da África e América do Sul.
 
"Na África, tivemos de soldar uma roda dianteira quebrada no ferreiro local", conta Dirk. "E na fronteira da África do Sul com Botswana conhecemos um fazendeiro que tinha um velho Ford Modelo T no galpão e nos deu o seu estepe de presente para ajudar na viagem."
 
Por ser acessível, confiável e fácil de manter, com peças padronizadas e intercambiáveis, o Ford Modelo T se tornou um produto de massa e ajudou a colocar o mundo sobre rodas. Entre 1908 e 1927, a Ford construiu 15 milhões de unidades do veículo. A sua produção começou nos Estados Unidos, mas rapidamente se expandiu para todo o mundo, incluindo fábricas na Dinamarca, Alemanha, Irlanda, Espanha e Reino Unido.
 
 
FORD BRASIL

A Ford Motor Company está estabelecida no Brasil desde 1919, onde mantém as marcas automotivas Ford, Ford Caminhões e Troller e uma estrutura de 11.500 empregados e quatro fábricas, além do Campo de Provas de Tatuí. Para mais informações sobre os produtos da Ford, acesse http://www.ford.com.br.

SOBRE A FORD MOTOR COMPANY

A Ford Motor Company é uma empresa global automotiva e de mobilidade, com sede em Dearborn, Michigan, nos Estados Unidos. Com cerca de 199.000 empregados e 67 fábricas no mundo, tem como principais atividades o projeto, manufatura, marketing, financiamento e serviços da linha completa de carros, caminhões, SUVs e veículos elétricos da Ford, assim como dos veículos de luxo da Lincoln. Ao mesmo tempo, a Ford investe agressivamente em oportunidades emergentes por meio do Ford Smart Mobility, plano da empresa para ser líder em conectividade, mobilidade, veículos autônomos, experiência do cliente e análise de dados. Para mais informações sobre a Ford, seus produtos globais ou a Ford Motor Credit Company, acesse o www.corporate.ford.com.

Shell entrega mais produção de águas profundas do Parque das Conchas no Brasil

Terceira fase do importante projeto de águas profundas foi entregue, otimizando a capacidade de produção
 
A Shell e sua joint venture anunciaram o início da produção de petróleo da terceira fase da exploraçãoo das águas profundas do Parque das Conchas (BC-10) na Bacia de Campos, no Brasil. Espera-se que, em seu pico, a produção desta fase final do projeto, some 20.000 barris de equivalente de petróleo por dia (boe/d, sigla em inglês) – de campos que, desde 2009, já produziram mais de 100 milhões de barris.

"A entrega inicial e segura desta produção é um testemunho da eficiência da execução do nosso projeto de águas profundas", disse Wael Sawan, vice-presidente de águas profundas da Shell. "Com este projeto em fases, nós mais uma vez demonstramos o valor da padronização, sinergia das relações contratuais e a implantação estratégica de novas tecnologias. Esses barris, como outras oportunidades de tieback submarinos de todo nosso portfolio de águas profundas, desenvolveram vantagens de custo e vão contribuir para o forte crescimento da produção que esperamos do offshore do Brasil". 

A Shell é uma líder mundial em águas profundas, com um forte fluxo de desenvolvimento seguindo-se à conclusão, no mês passado, da combinação da BG, em todo o offshore do Brasil, Golfo do México, Nigéria e Malásia.

Operada pela Shell (50%) e de propriedade conjunta com a ONGC (27%) e QPI (23%), a Fase 3 do Parque das Conchas compreende cinco poços de produção em dois campos da Bacia de Campos (Massa e O-South) e dois poços de injeção de água. Os poços submarinos estão em profundidades de água acima dos 5.900 pés (1.800 metros) e conectam-se a uma plataforma petrolífera (FPSO), a Espirito Santo, situada a mais de 90 milhas (150 km) no offshore do Brasil.

A Fase 3 do Parque das Conchas é o mais recente importante projeto de águas profundas da Shell. Os projetos de água profunda sancionados da Shell incluem o projeto Stones, cuja plataforma FPSO está agora em locação no Golfo do México, e o projeto Appomattox, também um projeto do Golfo do México, agora em construção. A Shell é também parte de um consórcio explorando e desenvolvendo o gigantesco campo de pré-sal, Libra, no offshore do Brasil, e recentemente concluiu a aquisição da BG, que inclui significativas posições de águas profundas do Brasil.

Notas aos editores:
FONTE Shell