Michel Miguel Elias Temer Lulia, nascido em 1940 em Tietê, São Paulo, construiu sua carreira política como advogado e professor de direito, destacando-se como figura central do PMDB (atual MDB). Tornou-se vice-presidente de Dilma Rousseff em 2011 e assumiu a presidência em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma, em um contexto político e econômico extremamente desafiador para o país.
O governo Temer teve como missão principal garantir a transição e a estabilidade institucional em um momento de grande crise política. Ao assumir, o país enfrentava recessão econômica, alta inflação, desemprego crescente e intensa desconfiança popular em relação à classe política. Temer precisou articular alianças no Congresso para viabilizar reformas e restabelecer a governabilidade.
Um dos pontos centrais de sua gestão foi a agenda de reformas econômicas e fiscais, voltadas para o ajuste das contas públicas e a retomada do crescimento. Entre as medidas mais importantes estavam a reforma trabalhista (2017), que alterou regras da Consolidação das Leis do Trabalho, e a Emenda Constitucional do Teto de Gastos (2016), que limitou os gastos públicos federais por 20 anos. Essas medidas geraram debates acalorados, dividindo opiniões sobre seus impactos na economia e na proteção social.
No campo econômico, o governo Temer buscou atrair investimentos, melhorar o ambiente de negócios e retomar a confiança do mercado. Apesar de alguns sinais de recuperação econômica, o período foi marcado por desafios como a lenta geração de empregos e a persistência de desigualdades sociais.
Politicamente, Michel Temer enfrentou forte resistência e baixa popularidade. Seu governo lidou com denúncias de corrupção, o que gerou desgaste constante e tensões entre o Executivo e a sociedade. Mesmo assim, conseguiu aprovar reformas importantes no Congresso, mantendo-se como figura central na articulação política durante um período de crise institucional.
No plano internacional, Temer buscou reforçar a presença do Brasil em acordos comerciais e na integração regional, mantendo uma postura pragmática nas relações exteriores, focada na estabilidade econômica e na atração de investimentos estrangeiros.
O governo Temer terminou

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