Os tradicionais bilhetes de papelão, conhecidos como Edmonson, serão retirados definitivamente de circulação nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Passageiros que ainda possuem unidades não utilizadas poderão realizar a substituição por QR Codes até janeiro de 2027. A mudança marca o encerramento de uma tradição que acompanha o metrô paulistano desde sua inauguração, em 1974.
Uma pequena peça de papelão que durante décadas fez parte da rotina de milhões de passageiros está prestes a se tornar parte da história do transporte público de São Paulo. A partir de domingo, 1º de novembro de 2026, o Metrô de São Paulo deixará de aceitar os tradicionais bilhetes magnéticos do tipo Edmonson nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.
A decisão representa o encerramento de um dos sistemas de acesso mais antigos do transporte metropolitano brasileiro. Utilizados desde o início da operação comercial do metrô, em 1974, esses bilhetes acompanharam gerações de paulistanos, trabalhadores, estudantes e turistas que diariamente utilizaram o sistema para atravessar a maior cidade do país.
Durante mais de cinco décadas, o pequeno bilhete foi indispensável para entrar nas estações. Com seu formato característico, informações impressas e uma faixa magnética, ele precisava ser inserido nos equipamentos de validação para liberar a passagem pelas catracas.
Agora, com a modernização dos meios de pagamento e controle de acesso, esse modelo será substituído definitivamente por alternativas digitais e eletrônicas.
Uma história que começou em 1974
O Metrô de São Paulo iniciou sua operação comercial em 14 de setembro de 1974, com a Linha 1-Azul, inicialmente no trecho entre Jabaquara e Vila Mariana.
Naquele período, a cidade vivia uma transformação importante na mobilidade urbana. A construção do sistema metroviário representava um novo modelo de transporte coletivo, capaz de movimentar milhares de pessoas com rapidez e reduzir parte da dependência dos deslocamentos realizados exclusivamente por ônibus e automóveis.
Os bilhetes magnéticos Edmonson passaram a integrar essa nova realidade.
O modelo, produzido em papel-cartão e com dimensões padronizadas, foi utilizado durante décadas em diferentes sistemas ferroviários e metroviários pelo mundo. Sua utilização no metrô paulistano tornou-se uma referência para os passageiros, que aprenderam a comprar, guardar e utilizar os bilhetes em suas viagens diárias.
Com o crescimento da rede e o aumento da demanda, o sistema passou por diversas atualizações tecnológicas. Entretanto, os bilhetes Edmonson continuaram presentes, mesmo com a chegada de novas formas de pagamento.
A fabricação desses bilhetes foi interrompida em 2021. Apesar disso, o Metrô continuou comercializando as unidades que ainda estavam disponíveis em estoque.
Com a modernização dos equipamentos e a ampliação das alternativas de acesso, a empresa decidiu estabelecer uma data definitiva para encerrar sua utilização.
QR Code: a nova realidade para entrar no metrô
A substituição dos bilhetes magnéticos faz parte de um processo mais amplo de modernização do transporte público paulistano.
Atualmente, os passageiros contam com diferentes alternativas para pagar suas viagens, incluindo meios digitais, eletrônicos e pagamentos por aproximação.
Uma das tecnologias que ganhou espaço é o QR Code, código bidimensional que pode ser apresentado na tela do celular ou em um bilhete impresso, permitindo sua leitura pelos equipamentos compatíveis nas estações.
A mudança acompanha uma tendência mundial de digitalização dos sistemas de transporte coletivo.
Além de reduzir a dependência de bilhetes físicos, essas tecnologias oferecem novas possibilidades de compra, distribuição e controle dos acessos.
Para os passageiros mais habituados ao sistema tradicional, entretanto, a mudança exige adaptação. Muitos ainda possuem bilhetes magnéticos guardados em casa, carteiras ou gavetas, especialmente aqueles que compravam várias unidades antecipadamente.
Pensando nesse público, o Metrô anunciou um procedimento especial de substituição.
Como trocar os bilhetes antigos por QR Codes
Para evitar prejuízos aos passageiros que ainda possuem bilhetes Edmonson não utilizados, o Metrô disponibilizará um serviço de substituição entre 1º de novembro de 2026 e 31 de janeiro de 2027.
O atendimento será realizado exclusivamente nos guichês das estações Paraíso e Tatuapé, nos horários das 6h às 22h.
A troca será destinada exclusivamente aos bilhetes do Metrô de São Paulo identificados como G-01 Unitário.
Entretanto, existem algumas exigências importantes para que a substituição seja autorizada.
Os bilhetes apresentados deverão estar válidos, em boas condições de conservação e sem qualquer sinal de utilização ou inutilização.
Isso significa que não serão aceitos bilhetes com picotes, rasgos, barras magnéticas danificadas ou outras marcas que comprometam sua integridade.
O objetivo é garantir que somente unidades legítimas e ainda utilizáveis sejam substituídas.
Confira onde realizar a substituição:- **Estação Paraíso:** atendimento para passageiros das linhas 1-Azul e 2-Verde.- **Estação Tatuapé:** atendimento para passageiros da Linha 3-Vermelha.- **Horário:** das 6h às 22h.- **Período:** de 1º de novembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027.
Existe também uma diferença no procedimento dependendo da quantidade de bilhetes apresentada.
Os passageiros que possuírem até dez unidades válidas poderão realizar a troca diretamente no momento da solicitação.
Já aqueles que apresentarem mais de dez bilhetes deverão entregar as unidades para análise e validação.
Nesse segundo caso, será necessário apresentar um documento oficial de identificação e fornecer um número de telefone ou endereço de e-mail para contato.
Após a conferência, o passageiro receberá informações sobre a data em que poderá retirar os QR Codes correspondentes.
O que acontece com quem não fizer a troca?
O prazo estabelecido pelo Metrô termina em 31 de janeiro de 2027. Por isso, os passageiros que ainda possuem bilhetes magnéticos precisam ficar atentos ao calendário.
A partir de 1º de novembro, os bilhetes Edmonson deixarão de ser aceitos nas linhas abrangidas pela medida. Quem ainda tiver unidades não utilizadas deverá procurar os pontos de atendimento indicados para solicitar a substituição dentro do período estabelecido.
É importante não confundir os antigos bilhetes magnéticos com outros cartões ou modalidades de pagamento utilizados no sistema metroviário. A medida anunciada é específica para os bilhetes Edmonson G-01 Unitário do Metrô de São Paulo.
Uma mudança tecnológica que encerra uma tradição
A retirada dos bilhetes magnéticos representa muito mais do que uma simples alteração no sistema de cobrança. Ela simboliza a passagem de uma geração de tecnologia para outra.
Durante 52 anos, o pequeno cartão de papelão esteve presente na rotina de milhões de pessoas. Foi utilizado por trabalhadores que atravessavam a cidade diariamente, estudantes que seguiam para as universidades, famílias que visitavam parentes e turistas que descobriam São Paulo utilizando o transporte público.
Para muitos passageiros, o som das catracas e o movimento de inserir o bilhete na máquina fazem parte de lembranças de diferentes fases da vida.
Agora, a modernização dos meios de acesso aponta para um transporte cada vez mais digitalizado, com pagamentos eletrônicos e tecnologias que dispensam os tradicionais bilhetes físicos.
A transformação também acompanha o crescimento das exigências de mobilidade de uma metrópole que precisa oferecer alternativas cada vez mais eficientes para seus milhões de deslocamentos diários.
O encerramento dos bilhetes Edmonson não apaga sua importância histórica. Pelo contrário, marca o fim de um capítulo de mais de meio século na evolução do transporte público de São Paulo.
O pequeno bilhete que abriu catracas durante gerações está prestes a se aposentar. A partir de novembro de 2026, a tecnologia assume definitivamente o lugar de um dos símbolos mais tradicionais do metrô paulistano.
Fonte das informações: Agência SP e informações divulgadas pelo Metrô de São Paulo.
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