sábado, 1 de agosto de 2026

ADIB DOMINGOS JATENE

 O médico que revolucionou a cirurgia cardíaca no Brasil

Poucos brasileiros deixaram uma marca tão profunda na medicina quanto Adib Domingos Jatene. Cirurgião, professor, pesquisador, inventor e gestor público, Jatene tornou-se um dos maiores nomes da cirurgia cardiovascular mundial, dedicando sua vida a salvar pacientes, formar novas gerações de médicos e fortalecer a saúde pública brasileira.

Filho de imigrantes de origem libanesa, Adib Domingos Jatene nasceu em 4 de junho de 1929, na cidade de Xapuri, no Acre. Ainda criança perdeu o pai e, junto da família, mudou-se para Uberlândia (MG), onde passou boa parte da infância. Mais tarde ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), formando-se em 1953.

Desde o início da carreira demonstrou enorme talento para a cirurgia. Em uma época em que equipamentos médicos precisavam ser importados e eram extremamente caros, Jatene passou a desenvolver e fabricar seus próprios instrumentos cirúrgicos. Essa habilidade de unir medicina e engenharia permitiu que hospitais brasileiros realizassem procedimentos complexos com tecnologia nacional.

A cirurgia que entrou para a história

O nome de Adib Jatene ficou eternizado na medicina graças ao desenvolvimento da técnica conhecida internacionalmente como Operação de Jatene.

O procedimento revolucionou o tratamento da Transposição das Grandes Artérias (TGA), uma grave cardiopatia congênita em que as principais artérias do coração estão ligadas de forma invertida.

Até então, a expectativa de vida desses bebês era extremamente baixa. A técnica criada por Jatene corrigia o problema diretamente na anatomia do coração, proporcionando uma chance real de cura.

A inovação tornou-se referência mundial e continua sendo utilizada em hospitais de diversos países, salvando milhares de vidas todos os anos.

Um inventor dentro do centro cirúrgico

Além de excelente cirurgião, Jatene também foi um notável inventor.

Ele participou do desenvolvimento de:

Máquinas de circulação extracorpórea;

Oxigenadores para cirurgias cardíacas;

Próteses valvares;

Equipamentos hospitalares;

Diversos instrumentos utilizados em procedimentos cardiovasculares.


Seu trabalho ajudou a reduzir custos e tornou a medicina brasileira menos dependente de equipamentos importados.

Essa capacidade de inovar fez dele uma das maiores referências da engenharia biomédica nacional.

Professor e formador de gerações

Na Universidade de São Paulo, Adib Jatene construiu uma brilhante carreira acadêmica.

Foi professor titular da Faculdade de Medicina da USP e também diretor do Instituto do Coração (InCor), um dos centros de cardiologia mais respeitados do mundo.

Ao longo de décadas orientou centenas de médicos, pesquisadores e cirurgiões que levaram seus ensinamentos para hospitais em todo o Brasil e também para o exterior.

Era conhecido por defender disciplina, ética, dedicação aos pacientes e atualização científica constante.


Ministro da Saúde

Sua competência também o levou ao serviço público.

Adib Jatene ocupou o cargo de Ministro da Saúde em dois períodos distintos:

Governo Fernando Collor de Mello (1992);

Governo Fernando Henrique Cardoso (1995–1996).


Durante sua gestão, defendeu o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação do atendimento médico e melhores formas de financiamento da saúde pública.

Foi um dos principais idealizadores da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), criada com a proposta de ampliar os recursos destinados ao setor de saúde.

Embora o imposto tenha gerado debates políticos ao longo dos anos, Jatene sempre afirmou que seu objetivo era garantir investimentos permanentes para hospitais e atendimento à população.

Reconhecimento internacional

Ao longo de sua carreira, Adib Jatene recebeu inúmeras homenagens nacionais e internacionais.

Entre elas:

Prêmios científicos;

Doutorados honorários;

Medalhas de mérito médico;

Participação em academias brasileiras e estrangeiras.


Publicou centenas de artigos científicos e tornou-se referência obrigatória na literatura mundial sobre cirurgia cardíaca.

Seu nome passou a representar excelência médica, inovação tecnológica e compromisso com a vida.

Um legado eterno

Adib Domingos Jatene faleceu em 14 de novembro de 2014, aos 85 anos, em São Paulo.

Seu legado permanece vivo não apenas nas técnicas cirúrgicas que desenvolveu, mas também nos milhares de profissionais que ajudou a formar e nos milhões de pacientes beneficiados por seus avanços.

Mais do que um grande médico, Jatene demonstrou que ciência, dedicação e inovação podem transformar a realidade de um país.

Seu exemplo continua inspirando estudantes, pesquisadores e profissionais da saúde, reafirmando que o verdadeiro progresso da medicina nasce da união entre conhecimento, humanidade e compromisso com a vida.

Antes do Tênis… Roger Federer Tocava no Coldplay?

 A brincadeira de Chris Martin que encantou fãs e mostrou a amizade entre dois ícones mundiais

Há histórias que parecem improváveis demais para serem verdade. E quando envolvem dois gigantes como Roger Federer e Coldplay, fica difícil não acreditar por alguns instantes.

Foi exatamente isso que aconteceu durante um show da banda em Zurique, na Suíça. Diante de milhares de pessoas, Chris Martin resolveu contar uma história curiosa sobre os primeiros anos do Coldplay.

Segundo ele, em 1996 a banda não tinha apenas quatro integrantes.

Existia um quinto membro.

Sua missão? Tocar um simples chocalho.

Chris continuou a narrativa dizendo que aquele integrante permaneceu no grupo por apenas três meses antes de abandonar a carreira musical para tentar algo completamente diferente: tornar-se o maior tenista da história.

O público entrou na brincadeira imediatamente.

A revelação arrancou gargalhadas quando Martin anunciou o nome do suposto músico:

Roger Federer.

Naturalmente, tudo fazia parte de uma divertida encenação. Federer jamais integrou o Coldplay, mas a história serviu para preparar um momento especial que rapidamente viralizou nas redes sociais.

Poucos segundos depois, o ex-tenista entrou no palco sob uma explosão de aplausos.

Vestindo um sorriso tímido e demonstrando o mesmo carisma que sempre exibiu nas quadras, Federer assumiu justamente o papel que Chris Martin havia descrito: pegou um chocalho e participou da apresentação.

Era uma participação simbólica, descontraída e repleta de bom humor, mas suficiente para transformar aquele espetáculo em um dos momentos mais comentados da turnê.

Muito além das quadras

A amizade entre Roger Federer e Chris Martin não é novidade. Ao longo dos anos, os dois já apareceram juntos em eventos beneficentes, encontros particulares e até em vídeos nas redes sociais.

Federer sempre demonstrou grande admiração pela música do Coldplay, enquanto Chris Martin nunca escondeu o respeito pela elegância e pela carreira impecável do suíço.

Essa conexão tornou a brincadeira ainda mais especial.

O público percebeu que não se tratava apenas de uma participação promocional, mas da celebração da amizade entre duas personalidades que marcaram gerações em áreas completamente diferentes.

Enquanto Martin revolucionou o pop-rock com canções que conquistaram o planeta, Federer transformou o tênis em uma verdadeira arte.

Durante mais de duas décadas, o suíço encantou torcedores com seu estilo refinado, movimentação elegante e golpes que pareciam desafiar as leis da física.

Foram 20 títulos de Grand Slam, mais de 100 títulos profissionais, centenas de semanas como número 1 do mundo e um legado que vai muito além das estatísticas.

Sua rivalidade com Rafael Nadal e Novak Djokovic elevou o tênis a um dos períodos mais espetaculares da história do esporte.

Mesmo aposentado, Federer continua sendo um dos atletas mais admirados do planeta.

Por isso, vê-lo sorrindo no palco, tocando um simples chocalho ao lado do Coldplay, mostrou uma faceta diferente daquele campeão acostumado às grandes decisões.

Foi um momento leve, divertido e genuíno.

Nas redes sociais, milhares de fãs brincaram dizendo que Federer finalmente conquistou o único título que faltava em sua carreira:

o de quinto integrante do Coldplay.

A piada virou meme, gerou inúmeras montagens e reforçou uma característica que sempre acompanhou o ex-tenista: a capacidade de rir de si mesmo.

Talvez seja justamente essa combinação entre talento extraordinário, humildade e simpatia que explique por que Roger Federer continua sendo uma das personalidades mais queridas do esporte mundial.

E fica a pergunta para alimentar uma divertida discussão entre os fãs do tênis:

Se Roger Federer realmente tivesse abandonado as quadras para seguir carreira na música, quem teria sido o maior beneficiado? Rafael Nadal ou Novak Djokovic?

Felizmente para os apaixonados pelo esporte, essa escolha nunca precisou ser feita. Federer preferiu a raquete ao chocalho — e escreveu um dos capítulos mais brilhantes da história do tênis. Ainda assim, por alguns minutos, mostrou que também sabe muito bem acompanhar o ritmo de uma das maiores bandas do mundo.



O aprendizado contínuo como ferramenta para transformar vidas

 Durante anos, o papel da escola na formação das pessoas foi alvo de intensos debates. Entre os temas mais discutidos está a influência de grandes empresários e filantropos, como John D. Rockefeller, nas reformas educacionais ocorridas entre o final do século XIX e o início do século XX.

Alguns pesquisadores defendem que parte dessas iniciativas buscava tornar o ensino mais compatível com as necessidades da industrialização, preparando trabalhadores para uma economia em rápida expansão. Outros historiadores argumentam que essa interpretação é simplificada e ignora fatores igualmente importantes, como a universalização da educação, os avanços pedagógicos e as transformações sociais da época.

A realidade é que a evolução do sistema educacional resultou de uma combinação de interesses econômicos, políticos, culturais e sociais. Reduzir sua história a uma única explicação seria deixar de lado a complexidade do processo.

Independentemente dessa discussão histórica, existe uma conclusão praticamente consensual: a escola representa apenas o ponto de partida da aprendizagem.

O diploma abre portas, mas não garante que o conhecimento continuará crescendo. Em um mundo onde tecnologias, profissões e mercados mudam constantemente, aprender deixou de ser uma etapa da vida para se tornar um compromisso permanente.

Grandes profissionais, cientistas, artistas e empreendedores compartilham uma característica em comum: nunca deixaram de estudar. A curiosidade continua sendo um dos motores mais poderosos da inovação e do desenvolvimento humano.

O aprendizado contínuo acontece de inúmeras formas. Está nos livros escolhidos por interesse pessoal, nos cursos realizados por iniciativa própria, nas conversas com pessoas experientes, na prática diária e até nos erros que se transformam em experiência.

Hoje, o acesso ao conhecimento nunca foi tão amplo. Bibliotecas digitais, universidades abertas, vídeos educativos, podcasts e plataformas online colocam informações de qualidade ao alcance de praticamente qualquer pessoa conectada à internet.

Entretanto, informação não é sinônimo de conhecimento. O verdadeiro aprendizado depende da capacidade de refletir, questionar, experimentar e aplicar aquilo que foi aprendido no dia a dia.

Quem assume a responsabilidade pelo próprio desenvolvimento amplia horizontes, identifica novas oportunidades e ganha mais autonomia para enfrentar mudanças profissionais e pessoais.

A educação formal continua sendo essencial, mas ela não substitui a iniciativa individual. O hábito da leitura, a busca constante por novas habilidades e a disposição para aprender durante toda a vida são diferenciais cada vez mais valorizados em qualquer área.

No fim das contas, a maior transformação não acontece dentro da sala de aula, mas na decisão que cada pessoa toma ao compreender que o aprendizado nunca termina.

Porque a escola ensina conteúdos. Mas é a curiosidade que forma pessoas capazes de evoluir continuamente, reinventar caminhos e construir um futuro melhor.