Fomos conhecer o Masutã Sushi, no bairro Parque das Árvores, em uma experiência que teve bons momentos, algumas decepções e uma trilha sonora que acabou salvando a noite
Sair para conhecer um restaurante é sempre uma oportunidade de descobrir novos sabores, ambientes e experiências. E foi com essa expectativa que fomos ao Masutã Sushi, localizado no bairro Parque das Árvores. A proposta era experimentar alguns dos pratos da casa, observar o atendimento e, claro, aproveitar a programação musical.
A noite começou com uma entrada que, apesar de saborosa, deixou algumas ressalvas. Pedimos um temaki hurumaki de salmão, que apresentou um bom sabor, mas chamou atenção pelo excesso de óleo. Para nós, a preparação estava bastante oleosa e havia um gosto que lembrava óleo já utilizado por mais tempo do que deveria. É justamente esse tipo de detalhe que pode fazer diferença na experiência gastronômica, principalmente quando se trata de um prato que deveria abrir a refeição e preparar o paladar para os próximos sabores.
A expectativa, então, ficou voltada para o prato principal.
Para o prato principal, escolhemos O Tiger, um combinado de 20 peças. A apresentação fazia parte da experiência e estávamos curiosos para experimentar a seleção.
Antes mesmo de provar o combinado, porém, aconteceu uma situação que nos chamou bastante a atenção.
Ao pedirmos o prato e pronunciarmos o nome “Tiger”, a garçonete nos corrigiu. Até aí, nada demais: eventualmente, um funcionário pode ajudar o cliente com a pronúncia correta de determinado item do cardápio.
O problema foi a maneira como essa correção aconteceu.
Segundo nossa percepção, o comentário veio acompanhado de um tom bastante irônico, com risadas e uma postura que interpretamos como debochada. A correção teria sido repetida uma ou duas vezes, fazendo com que uma situação simples acabasse se tornando desconfortável.
É importante deixar claro que nossa crítica não está relacionada ao fato de a garçonete ter corrigido a pronúncia. Pelo contrário: explicar ao cliente como determinado prato é pronunciado pode ser perfeitamente normal. O que consideramos inadequado foi a forma como isso foi conduzido.
Em um restaurante, o atendimento também faz parte do produto. O cliente não está apenas pagando pela comida, mas por uma experiência completa. Educação, cordialidade e respeito são ingredientes tão importantes quanto uma boa preparação.
Depois do episódio, seguimos com a degustação do combinado e continuamos nossa avaliação da noite.
BEBIDAS: ENTRE A CAIPIRINHA E A CERVEJA GELADA
Para acompanhar a refeição, pedimos uma caipirinha. A bebida tinha uma presença bastante evidente de limão e um sabor marcante de cachaça.
Também pedimos uma cerveja, que chegou bem gelada, um ponto positivo e que merece ser destacado. Afinal, especialmente em uma noite quente, uma cerveja servida na temperatura correta faz toda a diferença.
Não foi, portanto, a parte das bebidas que comprometeu a experiência. A cerveja cumpriu muito bem seu papel e a caipirinha apresentou o perfil tradicional que esperávamos, embora o sabor de limão e cachaça estivesse bastante acentuado.
SOBREMESA: O CHARUTINHO DE BANANA
Depois dos pratos principais, chegou a hora da sobremesa.
Infelizmente, foi outra decepção.
O charutinho chegou frio, gelado, e não apresentou a experiência que esperávamos para uma sobremesa desse tipo. Para nós, a temperatura prejudicou bastante o resultado final.
Uma sobremesa quente, especialmente quando envolve banana e uma preparação crocante, costuma criar um contraste interessante com os demais elementos do prato. Quando chega fria, essa combinação perde boa parte do encanto.
Nossa avaliação, portanto, é direta: não recomendamos o charutinho de banana da maneira como foi servido naquela noite.
E ENTÃO VEIO O ROCK...
Se a gastronomia apresentou altos e baixos, foi a música ao vivo que mudou completamente o clima da noite.
A apresentação musical foi, sem dúvida, um dos grandes destaques da nossa visita ao Masutã Sushi.
O rock estava muito bom, com uma apresentação cheia de energia e um repertório que conseguiu envolver o ambiente. Foi aquele tipo de atração que faz o cliente permanecer mais tempo no local e aproveitar a noite mesmo depois de uma experiência gastronômica que não saiu exatamente como planejado.
E aqui está uma das grandes virtudes do restaurante: a música ao vivo acrescentou personalidade ao ambiente.
Enquanto alguns pontos da refeição deixaram a desejar, a banda conseguiu criar uma atmosfera agradável e descontraída. Para quem gosta de rock e procura um lugar para comer, beber e ouvir música, esse pode ser um diferencial importante.
No nosso caso, podemos dizer sem exagero que o rock salvou a noite.
NOSSA EXPERIÊNCIA
Visitar um restaurante não significa necessariamente encontrar uma experiência perfeita. Todo estabelecimento pode ter um dia melhor ou pior, e nossa avaliação corresponde àquilo que vivenciamos naquela ocasião.
No Masutã Sushi, encontramos uma experiência bastante dividida.
O temaki hurumaki de salmão tinha bom sabor, mas estava excessivamente oleoso e apresentou um gosto que, para nós, lembrava óleo velho. O Tiger, combinado de 20 peças, foi uma escolha interessante, mas a situação envolvendo a pronúncia do nome do prato deixou uma impressão negativa em relação ao atendimento.
A cerveja chegou bem gelada, enquanto a caipirinha apresentou forte presença de limão e cachaça.
Já o charutinho de banana, servido frio, não agradou e não seria uma escolha que repetiríamos.
Por outro lado, a música ao vivo foi um verdadeiro ponto alto. O rock apresentado naquela noite trouxe energia, descontração e conseguiu transformar o ambiente.
VEREDITO
O Masutã Sushi mostrou que possui elementos capazes de proporcionar uma boa noite, principalmente quando falamos de ambiente e música ao vivo. Entretanto, em nossa visita, alguns detalhes da gastronomia e, principalmente, a experiência com o atendimento impediram que a noite fosse considerada excelente.
Nossa impressão é que existe espaço para melhorar: mais cuidado no preparo dos alimentos, atenção à temperatura das sobremesas e, sobretudo, um atendimento sempre cordial e respeitoso podem transformar completamente a percepção do cliente.
No fim das contas, saímos do Masutã com uma sensação curiosa: não foi a comida que fez a noite valer a pena, mas o rock.
E quando a banda terminou, ficou aquela certeza de que, apesar dos tropeços gastronômicos e do episódio desagradável no atendimento, pelo menos uma coisa funcionou muito bem naquela noite: a música estava boa demais.
Masutã Sushi
AVENENIDA OLAVO LACERDA MONTENEGRO, 4273
PARQUE DAS ARVORES
PARNAMIRIM RN

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