Preto, dourado, velocidade e história: a combinação que ajudou a transformar os carros da Lotus em alguns dos monopostos mais reconhecidos de todos os tempos
sábado, 26 de setembro de 2026
A PINTURA QUE TRANSFORMOU UM CARRO DE FÓRMULA 1 EM UMA OBRA DE ARTE
Poucas pinturas na história da Fórmula 1 conseguiram alcançar o mesmo nível de reconhecimento da combinação preta e dourada da Lotus. Elegante, agressiva e imediatamente identificável, a decoração tornou-se muito mais do que uma simples identidade visual: passou a fazer parte da própria história do automobilismo.
A famosa pintura nasceu da parceria entre a equipe britânica e a John Player Special (JPS), marca de cigarros da Imperial Tobacco. A partir do início dos anos 1970, os carros da Lotus passaram a exibir a sofisticada combinação de preto com detalhes dourados, criando uma aparência que contrastava radicalmente com as pinturas mais coloridas utilizadas por outras equipes da época.
O resultado foi tão marcante que, décadas depois, a decoração ainda permanece entre as mais lembradas pelos fãs da Fórmula 1.
O PRETO E DOURADO NO TOPO
Um dos primeiros grandes capítulos dessa história aconteceu em 1972, quando a Lotus Type 72, já com a identidade visual associada à JPS, tornou-se uma das protagonistas da temporada.
O brasileiro Emerson Fittipaldi viveu naquele ano um dos momentos mais importantes de sua carreira. Aos 25 anos, conquistou seu primeiro Campeonato Mundial de Pilotos de Fórmula 1, tornando-se o mais jovem campeão da categoria até então.
A Lotus também conquistou o Mundial de Construtores, consolidando uma temporada histórica para a equipe de Colin Chapman.
A combinação entre engenharia inovadora, desempenho competitivo e uma pintura extremamente marcante ajudou a transformar a Lotus preta e dourada em um verdadeiro ícone.
UMA IDENTIDADE QUE ATRAVESSOU GERAÇÕES
A parceria com a JPS não ficou restrita aos anos 1970. A identidade visual continuou associada à Lotus durante diferentes gerações de carros e pilotos.
E foi justamente na década de 1980 que o preto e dourado voltaria a ocupar um lugar especial na memória dos brasileiros.
Em 1985, um jovem piloto brasileiro chamado Ayrton Senna pilotava pela Lotus. Naquele ano, a equipe utilizava o modelo 97T, também vestido com a famosa decoração preta e dourada.
No Grande Prêmio de Portugal, realizado no circuito do Estoril, Senna protagonizou uma das atuações mais impressionantes de sua carreira.
Debaixo de uma chuva intensa, o brasileiro dominou a corrida enquanto diversos adversários enfrentavam dificuldades. Senna cruzou a linha de chegada em primeiro lugar e conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1.
A imagem daquele Lotus 97T preto e dourado deslizando pelo asfalto molhado entrou definitivamente para a história.
Para os fãs brasileiros, aquela pintura passou a estar associada não apenas à tradição da Lotus, mas também ao nascimento de uma das maiores carreiras da história da Fórmula 1.
A LOTUS 98T E O AUGE DA ERA SENNA
No ano seguinte, Ayrton Senna continuou defendendo a Lotus e passou a pilotar o Lotus 98T, outro dos monopostos mais lembrados da década de 1980.
O carro mantinha a tradicional pintura preta e dourada da JPS e incorporava uma das características mais impressionantes daquela geração da Fórmula 1: o poderoso motor Renault V6 turbo.
Em 1986, Senna voltou a mostrar sua velocidade em classificação. Ao longo da temporada, conquistou oito pole positions e venceu duas corridas, nos Grandes Prêmios da Espanha e dos Estados Unidos, em Detroit.
O 98T tornou-se um dos símbolos da chamada era turbo da Fórmula 1, quando os motores chegavam a produzir níveis impressionantes de potência e os pilotos precisavam administrar carros extremamente rápidos e difíceis de controlar.
Nas mãos de Senna, o Lotus preto e dourado tornou-se ainda mais famoso.
Cada aparição do carro nas pistas ajudava a reforçar a associação entre aquela pintura e um estilo de pilotagem que impressionava pela velocidade, precisão e capacidade de extrair desempenho do monoposto.
O FIM DE UMA ERA
A história da pintura preta e dourada da Lotus chegou a uma mudança importante em 1987.
A equipe deixou de utilizar a identidade visual da John Player Special e passou a competir com uma nova decoração, predominantemente amarela, associada à patrocinadora Camel.
Era o fim de uma parceria que havia produzido algumas das imagens mais marcantes da história da Fórmula 1.
A Lotus continuaria sendo uma equipe importante no automobilismo, mas a ausência do preto e dourado deixaria uma sensação de nostalgia entre os admiradores.
A pintura havia conseguido algo raro no esporte: transformar uma combinação de cores em uma identidade reconhecida mundialmente.
MUITO ALÉM DA ESTÉTICA
O sucesso do preto e dourado não pode ser explicado apenas pela beleza da combinação.
A decoração ficou eternamente ligada a momentos importantes da Fórmula 1: o título mundial de Emerson Fittipaldi em 1972, as grandes temporadas da Lotus nos anos 1970 e, principalmente para o público brasileiro, a primeira vitória de Ayrton Senna em 1985 e suas impressionantes atuações com o Lotus 98T em 1986.
É justamente essa associação com grandes pilotos, grandes carros e grandes momentos que transformou a pintura em algo maior do que uma simples estratégia de patrocínio.
Com o passar dos anos, réplicas, carros históricos, miniaturas, capacetes e produtos relacionados à Lotus continuaram reproduzindo o famoso padrão.
O preto representa a sobriedade. O dourado acrescenta exclusividade. Juntos, criaram uma das identidades mais sofisticadas que o automobilismo já conheceu.
UMA PINTURA ETERNA
Na Fórmula 1, carros mudam, patrocinadores mudam e regulamentos mudam. Mas algumas imagens permanecem.
A Lotus preta e dourada é uma delas.
Quando um modelo como o Type 72 aparece em fotografias históricas, quando o Lotus 97T surge nas imagens daquela corrida chuvosa no Estoril ou quando o 98T de Senna é lembrado pelos fãs da era turbo, existe um elemento visual imediatamente reconhecível: o preto cortado pelo dourado.
Mais do que uma pintura, aquela combinação tornou-se um símbolo de velocidade, elegância, inovação e memória.
Foi a união perfeita entre automobilismo e identidade visual.
E talvez seja justamente por isso que, décadas depois de os carros da Lotus terem deixado de utilizar aquela decoração, basta alguém dizer “Lotus preta e dourada” para que uma sucessão de imagens venha imediatamente à memória: Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna, Colin Chapman, a era turbo, a chuva do Estoril e alguns dos carros mais belos que já passaram pelas pistas.
Uma pintura que não ficou apenas na história da Fórmula 1. Ela se tornou parte dela.
GP DO BRASIL DE 1993
A última volta de uma vitória que virou história
28 de março de 1993. Autódromo de Interlagos, São Paulo. O cenário já era especial antes mesmo de os carros entrarem na pista. Diante de uma torcida apaixonada, Ayrton Senna tinha pela frente um dos maiores desafios de sua carreira: enfrentar as poderosas Williams-Renault em uma corrida marcada pela chuva, pela estratégia e por condições extremamente difíceis.
No domingo, Interlagos recebeu mais uma edição do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Senna largava com a McLaren-Ford, enquanto a Williams contava com Alain Prost e Damon Hill. O carro da equipe inglesa era considerado tecnicamente superior, mas a Fórmula 1 não se resume apenas à potência de um motor ou à eficiência de um projeto.
Em pista molhada, experiência, sensibilidade e capacidade de adaptação poderiam fazer toda a diferença.
E foi exatamente isso que aconteceu.
A CHUVA MUDA A CORRIDA
A chuva apareceu com força e transformou Interlagos em um enorme desafio. A pista ficou escorregadia, os carros passaram a exigir ainda mais atenção dos pilotos e cada curva poderia representar uma mudança na classificação.
Senna, conhecido por seu extraordinário desempenho em condições de chuva, encontrou naquele cenário a oportunidade de mostrar novamente por que tinha uma relação tão especial com pistas molhadas.
Enquanto os pilotos lutavam contra a aderência limitada, o brasileiro avançava na corrida. A combinação entre velocidade, precisão e leitura das condições da pista permitiu que Senna colocasse sua McLaren em uma posição privilegiada.
Do outro lado, as Williams continuavam sendo uma ameaça constante.
UM DUELO CONTRA A WILLIAMS
A temporada de 1993 tinha começado com a Williams demonstrando sua força. Alain Prost e Damon Hill dispunham de um dos conjuntos mais competitivos do grid.
Senna, entretanto, não precisava ter o carro mais rápido para transformar a corrida em um espetáculo.
Precisava apenas encontrar o limite.
E encontrou.
Com a chuva tornando cada volta imprevisível, o brasileiro conseguiu controlar a situação e manter-se à frente. Damon Hill terminou em segundo lugar, enquanto Michael Schumacher, da Benetton-Ford, completou o pódio.
O resultado era muito mais do que uma vitória diante da torcida brasileira.
Era uma demonstração de que, em determinadas condições, a habilidade do piloto poderia alterar completamente a lógica estabelecida pelo desempenho dos equipamentos.
A ÚLTIMA VOLTA E A BANDEIRADA
As últimas voltas daquele Grande Prêmio ficaram gravadas na memória dos torcedores.
Senna já sabia que estava muito perto de conquistar mais uma vitória em casa. Dentro do cockpit, porém, não havia espaço para comemoração antecipada. A pista continuava exigente e qualquer erro poderia colocar tudo a perder.
A McLaren seguia firme.
Curva após curva, Senna conduzia o carro até completar a volta decisiva. A torcida acompanhava cada movimento, esperando pelo momento que todos queriam ver.
Então veio a bandeirada.
Ayrton Senna era novamente vencedor do Grande Prêmio do Brasil.
O brasileiro cruzou a linha de chegada em primeiro, seguido por Damon Hill e Michael Schumacher.
Mas a corrida ainda não havia terminado.
INTERLAGOS VAI ABAIXO
Assim que Senna recebeu a bandeirada, a emoção tomou conta do autódromo.
A torcida invadiu a pista e correu em direção ao vencedor. Em poucos instantes, Interlagos deixou de ser apenas um circuito de Fórmula 1 e transformou-se no palco de uma das comemorações mais marcantes da história do automobilismo brasileiro.
Senna parou e foi cercado pelos fãs.
O piloto, então, foi carregado pela multidão em uma cena que simbolizava a relação única entre o brasileiro e o público de Interlagos.
Bandeiras, gritos e lágrimas tomaram conta da pista.
Era a celebração de uma vitória conquistada diante de sua torcida, em uma corrida na qual a chuva havia transformado completamente as condições do espetáculo.
UMA MARCA PARA A McLAREN
A vitória também entrou para a história da equipe.
Com o triunfo de Senna, a McLaren alcançou sua 100ª vitória na Fórmula 1, uma marca histórica para uma das equipes mais tradicionais da categoria.
O número dava ainda mais significado à conquista.
De um lado, a história da McLaren chegava a um número simbólico. Do outro, Senna escrevia mais um capítulo de sua própria trajetória no Grande Prêmio do Brasil.
UMA VITÓRIA PARA A ETERNIDADE
O GP do Brasil de 1993 permanece como uma das corridas mais lembradas da passagem de Ayrton Senna pela Fórmula 1.
A combinação era perfeita para uma memória que atravessaria gerações: Interlagos, chuva, uma McLaren, uma torcida apaixonada e Ayrton Senna no primeiro lugar.
Naquele 28 de março, o brasileiro mostrou novamente sua capacidade de transformar uma corrida difícil em um espetáculo inesquecível.
Quando a bandeirada finalmente caiu, não era apenas o fim de uma prova.
Era o começo de uma celebração.
Senna havia vencido em Interlagos.
E, mais uma vez, o autódromo brasileiro tinha sido testemunha de um daqueles momentos que permanecem para sempre na história da Fórmula 1.
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
McDONALD’S CHEGA AO ACRE: RIO BRANCO RECEBERÁ A PRIMEIRA UNIDADE DA REDE NO ESTADO
Após quase 47 anos de atuação no Brasil, uma das marcas mais conhecidas do mundo do fast-food finalmente desembarca no Acre. Restaurante será instalado em Rio Branco e deverá criar cerca de 50 empregos diretos.
Durante décadas, os acreanos acompanharam a expansão do McDonald’s pelo Brasil sem contar com uma unidade da rede em seu próprio estado. Essa história, porém, está prestes a mudar.
A tradicional marca norte-americana de fast-food prepara sua chegada ao Acre com a abertura de seu primeiro restaurante em Rio Branco. A inauguração está prevista para novembro de 2026, marcando uma nova etapa da expansão da rede pelo território brasileiro.
A chegada representa um momento aguardado por muitos consumidores acreanos e coloca o Acre definitivamente no mapa de expansão da maior rede de restaurantes de fast-food do mundo.
O novo restaurante será instalado no Via Verde Shopping, um dos principais centros comerciais da capital acreana. A administração do empreendimento confirmou a chegada da marca em setembro, embora a data exata da inauguração ainda não tenha sido divulgada.
UMA ESPERA DE QUASE CINCO DÉCADAS
O McDonald’s iniciou sua trajetória no Brasil em 1979. Desde então, a marca avançou para diferentes regiões, capitais e cidades brasileiras, construindo uma extensa rede de restaurantes.
A expansão chegou a praticamente todo o território nacional, mas o Acre permaneceu como uma exceção.
Agora, aproximadamente 47 anos depois do início da operação brasileira, Rio Branco receberá a primeira unidade da rede no estado. A abertura representa não apenas a chegada de uma nova opção gastronômica, mas também um marco simbólico para o mercado consumidor local.
Para os moradores da capital acreana, a novidade encerra uma longa espera.
A presença de grandes redes nacionais e internacionais de alimentação costuma acompanhar o crescimento dos centros urbanos, dos shopping centers e do consumo fora do lar. A instalação do McDonald’s em Rio Branco acompanha justamente esse movimento.
CERCA DE 50 NOVOS EMPREGOS
Além da novidade gastronômica, a chegada da rede deverá produzir impacto direto no mercado de trabalho.
A nova operação deve gerar aproximadamente 50 empregos formais diretos em Rio Branco. As oportunidades deverão envolver diferentes funções necessárias ao funcionamento de um restaurante da rede, desde atendimento e preparação de alimentos até atividades administrativas e operacionais.
A geração de empregos também faz parte de uma característica histórica da Arcos Dorados, empresa responsável pela operação do McDonald’s em diversos mercados da América Latina.
Em seus canais oficiais, a companhia destaca programas de capacitação, treinamento e desenvolvimento profissional, inclusive para pessoas que estão ingressando no primeiro emprego formal.
Dessa forma, a chegada da marca ao Acre poderá representar uma porta de entrada para trabalhadores que buscam sua primeira experiência profissional ou desejam construir uma trajetória no setor de alimentação e serviços.
OPERAÇÃO DA ARCOS DORADOS
A unidade de Rio Branco será administrada pela Arcos Dorados, responsável pela operação do McDonald’s em 21 países da América Latina e do Caribe. A empresa se apresenta como a maior franquia independente do McDonald’s no mundo.
A companhia trabalha com os padrões internacionais da marca em áreas como qualidade, segurança alimentar, higiene, atendimento e treinamento de funcionários.
Isso significa que os consumidores acreanos deverão encontrar em Rio Branco a mesma identidade visual, os processos operacionais e a experiência de atendimento associados ao McDonald’s em outras cidades brasileiras.
A unidade também deverá seguir o conceito adotado pela empresa em seus projetos mais recentes, adaptando a operação às características do público e do mercado local.
UMA NOVA MARCA NO CENÁRIO DE RIO BRANCO
A chegada do McDonald’s acontece em um momento de transformação do mercado de alimentação em Rio Branco.
A capital acreana já conta com restaurantes independentes, hamburguerias e redes nacionais que disputam a preferência dos consumidores. A instalação de uma marca internacional acrescenta um novo participante a esse cenário.
Curiosamente, a chegada do McDonald’s também ganhou repercussão depois de uma campanha envolvendo uma de suas principais concorrentes no mercado brasileiro. Em março de 2026, o Burger King havia feito uma ação que chamou atenção para a ausência do McDonald’s no Acre.
Meses depois, a expectativa virou realidade.
A confirmação da nova unidade rapidamente repercutiu entre consumidores e empresários locais, transformando a chegada da rede em um dos assuntos mais comentados do setor de alimentação na capital.
MAIS DO QUE UM RESTAURANTE
Para uma marca global, abrir uma primeira unidade em determinado estado significa mais do que simplesmente instalar um novo ponto de venda.
Existe toda uma estrutura por trás da operação: contratação de funcionários, treinamento de equipes, fornecedores, logística, tecnologia, atendimento e integração com os canais digitais da empresa.
No caso de Rio Branco, a abertura também representa a entrada de uma nova marca de alcance internacional em um mercado que, durante décadas, ficou fora do mapa físico da rede.
A expectativa é que a unidade tenha uma estrutura voltada para diferentes públicos, incluindo famílias, jovens e consumidores que já conhecem a marca através de viagens ou dos meios digitais.
O ACRE ENTRA NO MAPA DO MÉQUI
A expressão "Méqui", popularizada pela própria comunicação brasileira do McDonald’s, deverá ganhar um novo endereço no país.
Rio Branco passa a integrar a lista de capitais brasileiras com presença da marca, consolidando mais uma etapa do processo de expansão nacional.
A empresa mantém atualmente canais digitais para pedidos, delivery e localização de restaurantes, enquanto a Arcos Dorados destaca investimentos em treinamento, desenvolvimento e oportunidades profissionais em seus mercados de atuação.
Para o consumidor acreano, entretanto, a novidade tem um significado mais simples: finalmente será possível entrar em um McDonald’s sem precisar sair do estado.
NOVEMBRO SERÁ O MÊS DA ESTREIA
A previsão divulgada é de que a primeira unidade do McDonald’s no Acre seja inaugurada em novembro de 2026.
A data oficial de abertura ainda deverá ser anunciada. O restaurante ficará no Via Verde Shopping, em Rio Branco, e a expectativa em torno da inauguração já movimenta consumidores e o setor empresarial local.
Depois de quase cinco décadas de presença no Brasil, o McDonald’s finalmente completará mais uma etapa de sua expansão nacional.
O Acre, que durante anos ficou fora do mapa da rede, passará a ter sua própria unidade.
E, para muitos acreanos, a pergunta que durante tanto tempo ficou sem resposta finalmente poderá ser substituída por uma bem mais simples:
“Vamos ao McDonald’s?”
UM NOVO CAPÍTULO
A chegada da rede a Rio Branco representa um daqueles momentos em que uma marca conhecida nacionalmente passa a fazer parte do cotidiano de uma nova população.
Com aproximadamente 50 empregos diretos previstos, instalação no Via Verde Shopping e operação sob responsabilidade da Arcos Dorados, a primeira unidade acreana deverá combinar a conhecida identidade internacional do McDonald’s com a realidade do mercado local.
Em novembro, caso o cronograma seja mantido, o Acre deixará de ser o único estado brasileiro sem uma unidade da tradicional rede de fast-food.
Será o início de uma nova história do McDonald’s no extremo oeste da Amazônia brasileira.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
GP DO AZERBAIJÃO: BAKU RECEBE UMA CORRIDA DIFERENTE NO CALENDÁRIO DA FÓRMULA 1
Pela primeira vez na temporada, a Fórmula 1 terá um Grande Prêmio disputado no sábado. Mudança no calendário está relacionada a uma data nacional do Azerbaijão
A Fórmula 1 desembarca em Baku para mais uma etapa da temporada 2026, mas o fim de semana será diferente do habitual. O Grande Prêmio do Azerbaijão, tradicionalmente realizado aos domingos, acontecerá excepcionalmente no sábado, 26 de setembro, com largada marcada para 8h no horário de Brasília.
A mudança foi oficializada pela Fórmula 1 e pela FIA após um pedido do promotor do evento e de autoridades governamentais do Azerbaijão. Originalmente programada para domingo, 27 de setembro, a corrida foi antecipada em um dia para acomodar uma data nacional do país.
Com isso, todo o cronograma do Grande Prêmio também foi deslocado. As atividades começam na quinta-feira, 24 de setembro, com dois treinos livres. Na sexta-feira, acontecem o terceiro treino livre e a classificação. No sábado, os pilotos entram na pista para a disputa da corrida principal.
UM FIM DE SEMANA FORA DO PADRÃO
A programação começa cedo para os fãs brasileiros. Na quinta-feira, o primeiro treino livre está marcado para 5h30, seguido pelo segundo treino, às 9h, ambos no horário de Brasília.
Na sexta-feira, novamente às 5h30, acontece o terceiro treino livre. Mais tarde, às 9h, os pilotos disputam a classificação que definirá o grid de largada.
O momento principal chega no sábado. Às 8h de Brasília, os carros deixam o grid para a disputa do Grande Prêmio do Azerbaijão.
O calendário oficial da Fórmula 1 confirma que a etapa de Baku será realizada entre os dias 24 e 26 de setembro, com a corrida marcada para sábado.
POR QUE A CORRIDA FOI ANTECIPADA?
A alteração está relacionada ao Dia da Memória, celebrado no Azerbaijão em 27 de setembro. A data nacional é dedicada à memória dos militares mortos na guerra de 2020 em Nagorno-Karabakh.
Para evitar a realização de um grande evento esportivo na mesma data, a organização do Grande Prêmio solicitou a antecipação da etapa. A Fórmula 1 e a FIA aceitaram a mudança, transferindo toda a programação de Baku um dia para frente.
Assim, em 2026, o GP do Azerbaijão se torna uma das raras exceções no calendário da categoria: uma corrida realizada no sábado.
BAKU: VELOCIDADE ENTRE O MAR CÁSPIO E A CIDADE ANTIGA
O cenário escolhido para a corrida é um dos mais particulares da Fórmula 1. O Baku City Circuit utiliza as ruas da capital do Azerbaijão e combina longas retas de alta velocidade com setores estreitos e extremamente técnicos.
O circuito possui 6,003 quilômetros de extensão e 51 voltas durante o Grande Prêmio. O traçado passa próximo à cidade antiga de Baku, com suas muralhas históricas, além de acompanhar áreas próximas ao Mar Cáspio.
Uma das características mais marcantes do circuito é justamente o contraste entre velocidade e precisão. Em determinados pontos, os carros conseguem atingir velocidades muito altas, enquanto o trecho próximo às antigas muralhas da cidade exige atenção máxima dos pilotos por ser estreito e cercado por barreiras.
Baku entrou no calendário da Fórmula 1 em 2016, inicialmente como sede do Grande Prêmio da Europa. No ano seguinte, passou a receber oficialmente o Grande Prêmio do Azerbaijão. Em 2026, a cidade completa uma década como parte do calendário da categoria.
ONDE ACOMPANHAR A CORRIDA
Para o público brasileiro, o fim de semana terá cobertura completa pelo sportv3, incluindo os treinos, a classificação e a corrida. A TV Globo não transmitirá o GP do Azerbaijão ao vivo na televisão aberta, já que a etapa de Baku não está entre as corridas selecionadas para transmissão ao vivo pela emissora em 2026.
A programação também poderá ser acompanhada pelas plataformas digitais oficiais da categoria, de acordo com a disponibilidade de transmissão.
ANOTE OS HORÁRIOSQUINTA-FEIRA — 24 DE SETEMBRO• Treino Livre 1 — 5h30• Treino Livre 2 — 9hSEXTA-FEIRA — 25 DE SETEMBRO• Treino Livre 3 — 5h30• Classificação — 9hSÁBADO — 26 DE SETEMBRO• Grande Prêmio do Azerbaijão — 8h
Todos os horários acima estão no horário de Brasília.
UMA CORRIDA COM CLIMA ESPECIAL
Além da velocidade, Baku oferece à Fórmula 1 um dos cenários urbanos mais reconhecíveis do campeonato. Carros modernos de competição dividem espaço visual com as muralhas da cidade antiga, o horizonte de Baku e o litoral do Mar Cáspio.
Em 2026, esse cenário ganha ainda um ingrediente adicional: a corrida será realizada em um sábado e terá sua programação concentrada entre quinta e sábado.
Para quem acompanha a Fórmula 1 no Brasil, será necessário ajustar o despertador. O GP começa às 8h da manhã de sábado, 26 de setembro.
Baku promete novamente transformar as ruas da capital do Azerbaijão em um palco de velocidade, estratégia e precisão — desta vez, com uma corrida que foge completamente da rotina tradicional dos domingos de Fórmula 1.
GP DE PORTUGAL DE 1989: O CAOS NOS BOXES QUE MARCOU A FÓRMULA 1
Um dos episódios mais controversos da temporada envolveu Nigel Mansell, Ayrton Senna e uma bandeira preta que acabou desencadeando um dos momentos mais lembrados da Fórmula 1
O Grande Prêmio de Portugal de 1989 entrou para a história da Fórmula 1 não apenas pelo resultado da corrida, mas principalmente por uma sequência de acontecimentos que transformou uma disputa esportiva em um verdadeiro caos dentro do Autódromo do Estoril.
Realizada em 24 de setembro de 1989, a prova fazia parte da reta final de uma temporada marcada pela intensa disputa entre McLaren e Ferrari. De um lado estava Ayrton Senna, campeão mundial de 1988 e principal piloto da McLaren. Do outro, a Ferrari contava com Nigel Mansell, um dos grandes protagonistas daquela geração.
A corrida portuguesa começou com Mansell largando entre os primeiros e tentando manter-se na disputa pelas posições de ponta. O momento decisivo, porém, aconteceu durante uma parada nos boxes.
A PARADA QUE DEU ERRADO
Mansell entrou nos boxes para realizar seu pit stop, mas acabou ultrapassando o local destinado à Ferrari. O piloto precisou parar mais à frente e, posteriormente, realizar uma manobra para retornar à sua posição.
A situação chamou a atenção dos fiscais, que determinaram a desclassificação do piloto britânico.
A bandeira preta foi apresentada a Mansell, sinalizando que ele deveria abandonar imediatamente a competição.
O problema é que o piloto da Ferrari continuou na pista.
A equipe tentou informá-lo da situação, mas Mansell permaneceu em corrida. O episódio já seria suficientemente controverso, mas a situação ficaria ainda mais grave alguns momentos depois.
O ENCONTRO COM SENNA
Enquanto Mansell permanecia na pista apesar da bandeira preta, Ayrton Senna estava envolvido diretamente na disputa pelas primeiras posições.
Foi então que os dois pilotos se encontraram na pista.
Na tentativa de disputar espaço, Mansell acabou entrando em contato com o McLaren de Senna. O choque provocou danos no carro do brasileiro e encerrou sua participação na corrida.
Para Senna, o episódio representou um golpe duro em uma temporada na qual cada ponto tinha enorme importância.
A imagem dos dois carros envolvidos no incidente rapidamente se tornou uma das cenas mais emblemáticas daquele campeonato.
UMA DECISÃO INEVITÁVEL
Depois do incidente, Mansell finalmente deixou a pista. Como havia ignorado a bandeira preta, o piloto foi oficialmente desclassificado.
A decisão dos comissários não alterou o fato de que Senna havia abandonado uma corrida na qual buscava pontos importantes para o campeonato.
O episódio também reacendeu a tensão existente entre os principais protagonistas da Fórmula 1 daquele período.
A temporada de 1989 já era marcada por uma enorme rivalidade entre Ayrton Senna e Alain Prost, companheiro do brasileiro na McLaren. Mansell, por sua vez, aparecia frequentemente como um dos pilotos capazes de interferir na disputa entre os dois.
No Estoril, entretanto, a situação acabou tomando um rumo inesperado.
SENNA E A DISPUTA PELO CAMPEONATO
Ayrton Senna chegou a Portugal ainda na luta pelo título mundial. Seu abandono, provocado pelo incidente com Mansell, representou uma perda importante na reta final do campeonato.
Alain Prost terminou a temporada de 1989 como campeão mundial, enquanto Senna ficou com o vice-campeonato.
A Ferrari de Mansell também teve participação importante ao longo daquele ano, mas o piloto britânico terminou o campeonato atrás da dupla da McLaren.
O GP de Portugal acabou, portanto, ganhando uma dimensão muito maior do que apenas uma corrida isolada.
A BANDEIRA PRETA E A POLÊMICA
A bandeira preta é uma das punições mais severas disponíveis durante uma corrida de Fórmula 1. Quando apresentada a um piloto, significa que ele deve retornar aos boxes e abandonar a prova.
Ignorar essa determinação pode gerar consequências esportivas graves.
No caso de Mansell, a situação ficou ainda mais complicada porque o piloto continuou disputando posições depois de ter sido desclassificado.
O contato com Senna transformou uma infração esportiva em um dos momentos mais controversos daquele campeonato.
A cena também mostrou como, na Fórmula 1 daquela época, decisões tomadas em questão de segundos podiam provocar consequências enormes.
UM GP QUE FICOU NA MEMÓRIA
O Grande Prêmio de Portugal de 1989 terminou com o austríaco Gerhard Berger, da Ferrari, conquistando a vitória. Alain Prost terminou em segundo, enquanto Stefan Johansson completou o pódio.
Mas, para muitos fãs, o resultado acabou ficando em segundo plano diante do episódio envolvendo Mansell e Senna.
A combinação de uma parada problemática nos boxes, uma bandeira preta ignorada, a disputa na pista e o acidente com o principal rival pelo campeonato criou uma sequência digna de um roteiro cinematográfico.
Décadas depois, as imagens daquele domingo continuam sendo lembradas como um retrato de uma Fórmula 1 extremamente competitiva, na qual os limites entre estratégia, velocidade, regras e rivalidade eram testados a cada volta.
O LEGADO DO ESTORIL
O GP de Portugal de 1989 permanece como um dos capítulos mais curiosos da história da Fórmula 1.
Mais do que um simples acidente, o episódio reuniu diversos elementos que ajudaram a construir a identidade daquela geração: grandes pilotos, equipes históricas, decisões controversas, disputas pelo campeonato e uma enorme pressão dentro e fora das pistas.
Para Ayrton Senna, foi mais uma página de uma temporada turbulenta. Para Nigel Mansell, uma corrida que terminou com uma desclassificação e uma enorme repercussão.
E para a Fórmula 1, ficou uma imagem que atravessou gerações.
No Estoril, em setembro de 1989, uma parada nos boxes transformou-se em caos, a bandeira preta virou protagonista e um encontro entre dois dos maiores pilotos de sua geração entrou definitivamente para a história da categoria.
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
DA AMAZÔNIA AO ALASCA: VAN DA VAN ENCARA A PAN-AMERICANA EM UMA JORNADA SOLO
Vanessa Lourenço transforma uma van construída por ela mesma em casa, escritório e companheira de uma das maiores aventuras rodoviárias pelas Américas
Viajar pelas Américas já seria, por si só, uma aventura capaz de mudar uma vida. Fazer isso sozinha, dentro de um motorhome construído pelas próprias mãos e atravessando milhares de quilômetros entre diferentes países, transforma a viagem em uma verdadeira expedição.
É exatamente essa experiência que Vanessa Lourenço, conhecida como “Van da Van”, vem protagonizando.
Natural de Campinas, em São Paulo, a antropóloga decidiu colocar na estrada um projeto que começou muito antes de cruzar fronteiras. A própria Vanessa participou da transformação de uma van comprada no Pará em um motorhome, trabalhando em áreas como elétrica, hidráulica e marcenaria, mesmo sem experiência anterior nessas atividades.
O veículo deixou de ser apenas um meio de transporte. Passou a ser sua casa, seu espaço de trabalho e, principalmente, sua base para uma travessia que conecta diferentes culturas, paisagens e condições de estrada.
A primeira grande meta era o norte do continente.
O Alasca.
E essa meta foi alcançada.
UMA VIAGEM QUE COMEÇOU MUITO ANTES DA ESTRADA
Antes de colocar o motorhome na estrada, Vanessa passou anos conciliando sua rotina profissional com a construção do veículo.
O projeto avançava principalmente nos fins de semana, até que uma mudança de perspectiva fez com que ela decidisse parar de esperar pelo momento perfeito.
A pergunta passou a ser outra: por quanto tempo ainda seria possível adiar o sonho?
Foi então que a van ganhou estrada.
A jornada pelas Américas começou em território brasileiro e avançou progressivamente para outros países. Em abril de 2026, quando ainda estava na América Central, Vanessa já havia percorrido mais de 12 mil quilômetros sozinha. Naquele momento, seu objetivo declarado era chegar ao Alasca antes do inverno.
O percurso incluiu regiões de diferentes características geográficas e culturais, além de situações que exigiram planejamento, adaptação e muita autonomia.
Houve inclusive trechos em que o motorhome precisou ser transportado por navio, além de passagens por regiões isoladas e de acesso complicado.
Cada fronteira representava uma nova etapa.
Cada quilômetro acrescentava uma nova história.
O ALASCA COMO PRIMEIRA GRANDE CONQUISTA
Chegar ao Alasca significava completar a primeira grande metade simbólica do projeto.
Para Vanessa, porém, alcançar o extremo norte não representa o fim da viagem.
Muito pelo contrário.
A chegada ao Alasca abre agora uma nova fase: voltar para o sul do continente e seguir até Ushuaia, na Argentina.
É justamente nesse sentido que a aventura ganha uma dimensão ainda maior.
A proposta está relacionada à travessia da Rodovia Pan-Americana, sistema de estradas que conecta grande parte do continente americano em um dos mais impressionantes percursos rodoviários do planeta.
O trajeto não é uma única estrada contínua e perfeitamente delimitada em todos os países. Ele é formado por diferentes rodovias e trechos que, juntos, possibilitam a ligação terrestre entre regiões muito distantes das Américas.
Entre seus extremos mais conhecidos estão o Alasca, ao norte, e Ushuaia, na Terra do Fogo, ao sul.
Para quem vive a chamada vanlife, percorrer esse eixo continental representa muito mais do que acumular quilômetros no hodômetro.
É conhecer o continente em escala humana.
É atravessar fronteiras.
É mudar de clima.
É sair de paisagens tropicais para regiões montanhosas e, posteriormente, enfrentar ambientes cada vez mais frios e extremos.
DO NORTE AO FIM DO MUNDO
Agora, o sentido da viagem muda.
Se a primeira parte foi marcada pelo avanço rumo ao norte, a segunda será uma longa descida pelo continente.
O destino final está a milhares de quilômetros de distância.
Ushuaia, na Argentina.
Conhecida mundialmente pelo apelido de “Fim do Mundo”, a cidade está localizada na Terra do Fogo e é um dos destinos mais simbólicos para viajantes que percorrem a América do Sul por terra.
Para Vanessa, chegar até lá representará completar uma travessia de proporções continentais.
A estrada deverá levá-la novamente por diferentes países, culturas e paisagens.
O caminho de volta será, na realidade, uma nova viagem.
E talvez ainda mais desafiadora.
UMA CASA SOBRE QUATRO RODAS
Existe um detalhe que torna a aventura de Vanessa particularmente singular: ela não comprou simplesmente um motorhome pronto.
Ela participou da construção do próprio veículo.
A transformação envolveu diferentes áreas técnicas e exigiu aprendizado durante o processo. A experiência foi construída na prática, com a van sendo preparada para funcionar como uma pequena casa sobre rodas.
Dentro dela, estão os recursos necessários para transformar quilômetros de estrada em rotina.
Cozinhar, dormir, trabalhar, organizar equipamentos, planejar a próxima fronteira e cuidar do veículo fazem parte do cotidiano.
A liberdade proporcionada por esse estilo de viagem também vem acompanhada de responsabilidades.
Quando se está sozinha, cada decisão ganha importância.
Uma falha mecânica, uma mudança climática, uma estrada complicada ou uma fronteira podem alterar completamente o planejamento.
Por isso, a autonomia é uma das características fundamentais dessa jornada.
MUITO ALÉM DO TURISMO
A aventura de Van da Van também mostra uma maneira diferente de enxergar uma viagem.
Não se trata apenas de chegar rapidamente a um destino.
O percurso é parte essencial da experiência.
As estradas permitem conhecer cidades que normalmente ficariam fora dos roteiros tradicionais, observar mudanças na paisagem, conversar com moradores e experimentar diferentes culturas.
Ao longo da jornada, Vanessa também registra sua experiência nas redes sociais, compartilhando com o público os acontecimentos da viagem e os lugares encontrados pelo caminho.
Assim, quem acompanha a expedição pode conhecer parte das Américas através das imagens e relatos publicados diretamente da estrada.
UMA MULHER, UMA VAN E UM CONTINENTE
A jornada também chama atenção por ser realizada por uma mulher viajando sozinha.
Viagens de longa distância pelas Américas já foram realizadas anteriormente por casais, famílias e grupos de viajantes. A proposta de Vanessa acrescenta uma característica diferente: enfrentar esse percurso continental em autonomia, tendo como companhia permanente o próprio motorhome.
A estrada, nesse caso, deixa de ser apenas uma ligação entre dois pontos.
Ela passa a ser o próprio destino.
Cada parada oferece uma experiência.
Cada fronteira representa uma mudança.
Cada quilômetro aproxima ou distancia Vanessa de seus objetivos — primeiro o Alasca, agora Ushuaia.
O SEGUNDO CAPÍTULO DA EXPEDIÇÃO
A chegada ao Alasca encerra uma etapa, mas não encerra a história.
Agora começa o caminho de volta.
Do extremo norte das Américas, Vanessa Lourenço pretende conduzir sua van rumo ao sul, atravessando novamente o continente até alcançar a Terra do Fogo.
A imagem é quase cinematográfica: uma brasileira, sozinha, dentro de uma casa sobre rodas, deixando para trás as paisagens do Alasca e iniciando uma longa descida em direção ao extremo sul.
Entre esses dois pontos existe um continente inteiro.
Montanhas.
Florestas.
Desertos.
Grandes cidades.
Pequenas comunidades.
Fronteiras.
Estradas intermináveis.
E milhares de quilômetros.
O desafio agora é transformar toda essa distância em histórias.
O CARIMBO QUE REPRESENTA UMA CONQUISTA
Para quem acompanha a cultura das grandes viagens rodoviárias, os registros de passagem têm um significado especial.
São lembranças físicas de lugares que, muitas vezes, parecem impossíveis de conectar em uma única jornada.
No caso da aventura de Van da Van, a ideia de completar a travessia da Pan-Americana transforma cada parada em parte de uma coleção muito maior.
O Alasca representa o primeiro grande marco.
Ushuaia será o próximo.
Quando finalmente chegar à cidade argentina, a viagem terá conectado dois extremos do continente americano através de uma experiência construída passo a passo.
E, principalmente, quilômetro a quilômetro.
O VERDADEIRO DESTINO É O CAMINHO
Talvez a maior característica dessa aventura seja justamente não saber exatamente tudo o que acontecerá até o destino final.
Estradas mudam.
O clima muda.
Planos precisam ser adaptados.
Novas pessoas aparecem.
Novos lugares surgem.
E é justamente essa imprevisibilidade que faz da viagem uma experiência tão diferente de uma simples viagem turística.
Vanessa saiu de casa com um objetivo.
Construiu o próprio motorhome.
Atravessou fronteiras.
Percorreu milhares de quilômetros.
Chegou à América Central.
Seguiu para o norte.
E alcançou o Alasca.
Agora, coloca novamente a van na estrada.
Só que desta vez o ponteiro aponta para baixo no mapa.
Destino: Ushuaia.
DE ALASCA A USHUAIA
A segunda metade da aventura promete ser tão grandiosa quanto a primeira.
Se o Alasca marcou a conquista do extremo norte, Ushuaia poderá representar a chegada ao extremo sul da expedição.
Entre os dois pontos existe uma das maiores travessias rodoviárias que um viajante pode imaginar.
Vanessa Lourenço decidiu encarar esse desafio sozinha.
Sua van, construída com as próprias mãos, tornou-se sua companheira inseparável.
E a estrada, sua nova rotina.
No final, quando chegar ao extremo sul da América do Sul, provavelmente haverá muito mais do que um destino cumprido.
Haverá uma coleção de países.
Centenas de cidades.
Paisagens inesquecíveis.
Dificuldades superadas.
Pessoas encontradas pelo caminho.
E uma quantidade incontável de quilômetros.
Porque algumas viagens não são feitas simplesmente para chegar.
São feitas para descobrir até onde é possível ir.
E, para Van da Van, a estrada ainda está longe de terminar.
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