Rejeição, crises políticas, promessas não cumpridas e disputas eleitorais ajudam a explicar por que algumas administrações municipais entraram para o debate público como exemplos de desgaste político. Mas existe uma diferença fundamental entre ser considerado um dos piores prefeitos e, de fato, registrar a pior aprovação da história.
Popularidade em queda: quando as pesquisas se tornam um retrato da gestão
Administrar a cidade de São Paulo é uma das tarefas mais complexas da política brasileira. Com milhões de habitantes, uma economia de dimensões gigantescas e desafios que vão do transporte público à habitação, passando pela saúde, segurança urbana, educação e zeladoria, a capital paulista impõe aos seus prefeitos uma cobrança permanente. Nesse cenário, a popularidade de um governante pode mudar rapidamente, sobretudo quando as promessas de campanha encontram dificuldades para se transformar em resultados concretos.
Ao longo das últimas décadas, diferentes prefeitos paulistanos enfrentaram períodos de forte rejeição popular. Alguns ficaram associados a crises políticas e denúncias de corrupção; outros sofreram com dificuldades de execução de políticas públicas, conflitos com setores da sociedade e decisões que contrariaram expectativas de seus eleitores. A comparação entre essas administrações, porém, exige cuidado: pesquisas realizadas em anos diferentes utilizaram metodologias, perguntas e critérios distintos, e uma avaliação negativa em determinado momento não significa necessariamente que aquele prefeito tenha registrado a pior aprovação de toda a história da cidade.
Para compreender esse fenômeno, é necessário separar três indicadores que frequentemente aparecem misturados no debate político. A aprovação mede a parcela dos entrevistados que avalia positivamente uma administração, conforme a pergunta formulada pelo instituto. A reprovação ou avaliação negativa reúne aqueles que classificam a gestão de maneira desfavorável. Já a rejeição eleitoral pode se referir à parcela do eleitorado que declara não votar em determinado candidato. Embora relacionados, esses números não são equivalentes.
Também é importante distinguir a avaliação de um governo da avaliação pessoal de seu titular. Um prefeito pode enfrentar desgaste por causa de uma crise econômica, de problemas herdados de administrações anteriores ou de acontecimentos que escapam ao seu controle direto. Por outro lado, uma gestão pode manter indicadores econômicos razoáveis e, mesmo assim, sofrer rejeição em razão de decisões impopulares, falhas administrativas ou quebra de compromissos assumidos durante a campanha.
Na capital paulista, nomes como Celso Pitta, Fernando Haddad e João Doria aparecem com frequência nas discussões sobre popularidade e desempenho administrativo. Cada um enfrentou circunstâncias particulares, mas os três ajudam a demonstrar como a confiança da população pode se deteriorar e como os números das pesquisas acabam se tornando instrumentos de disputa política.
Celso Pitta: uma administração marcada por crises e escândalos
Eleito em 1996 para governar São Paulo entre 1997 e 2000, Celso Pitta assumiu a prefeitura após vencer uma disputa eleitoral na qual contou com o apoio político de Paulo Maluf, seu antecessor. Sua chegada ao cargo representava a continuidade de um grupo político que havia mantido forte presença na administração municipal. Entretanto, o mandato acabou marcado por crises que comprometeram profundamente a imagem do prefeito.
Durante sua gestão, São Paulo enfrentou dificuldades financeiras, conflitos administrativos e problemas na relação entre o governo municipal e diferentes setores da sociedade. A administração tornou-se alvo de denúncias e investigações relacionadas à corrupção, incluindo o escândalo conhecido como Máfia dos Fiscais, envolvendo agentes municipais acusados de cobrar propinas para permitir irregularidades em estabelecimentos comerciais e obras. O caso ganhou enorme repercussão e alimentou a percepção de que mecanismos de fiscalização e controle da prefeitura precisavam de mudanças profundas.
Outro episódio de grande repercussão foi o chamado escândalo dos precatórios, relacionado a operações financeiras envolvendo títulos judiciais e suspeitas de irregularidades. A controvérsia integrou um conjunto mais amplo de questionamentos sobre a condução das finanças públicas e a atuação de integrantes da administração municipal. É importante, contudo, distinguir as acusações, as investigações e as responsabilidades individuais comprovadas em cada processo, sem atribuir automaticamente ao prefeito todas as condutas investigadas.
A deterioração da imagem pública de Pitta ocorreu em um ambiente de crescente desconfiança política. As denúncias receberam ampla cobertura da imprensa, enquanto a população acompanhava uma sucessão de controvérsias que enfraqueciam a credibilidade do governo. Em uma cidade na qual a administração precisa responder diariamente a problemas de mobilidade, infraestrutura, saúde e serviços públicos, a percepção de desorganização política pode ampliar ainda mais o desgaste.
Celso Pitta tornou-se, assim, uma das figuras mais associadas às crises administrativas da história recente de São Paulo. Sua passagem pela prefeitura é frequentemente lembrada quando se discutem corrupção municipal, fiscalização de contratos e a importância dos mecanismos de transparência. Ainda assim, para classificá-lo numericamente como o prefeito de menor aprovação de todos os tempos, seria necessário apresentar uma série histórica comparável, com os percentuais, as datas e as metodologias das pesquisas correspondentes.
O caso Pitta também deixou uma lição política importante: a confiança pública é um patrimônio difícil de reconstruir quando uma administração passa a ser identificada, de maneira recorrente, com denúncias e suspeitas. Mesmo quando os processos apresentam diferentes desfechos jurídicos, o desgaste provocado pela sucessão de escândalos pode permanecer na memória coletiva por muitos anos.
Fernando Haddad: desgaste político em meio às manifestações e às disputas urbanas
Fernando Haddad governou São Paulo de 2013 a 2016, após vencer José Serra no segundo turno das eleições municipais de 2012. Sua administração começou em um período de grandes expectativas e enfrentou, poucos meses depois, uma das maiores ondas de mobilização popular da história recente do país: as manifestações de junho de 2013.
Os protestos começaram com a contestação dos aumentos nas tarifas do transporte público, mas rapidamente incorporaram reivindicações mais amplas relacionadas à qualidade dos serviços públicos, aos gastos governamentais, à representação política e à insatisfação com as instituições. A prefeitura de São Paulo esteve diretamente envolvida no debate sobre as tarifas de ônibus, ao lado do governo estadual, responsável pelo sistema de transporte sobre trilhos e por outros serviços metropolitanos.
A decisão de rever os reajustes das tarifas, tomada em conjunto com o governo estadual, demonstrou a força das manifestações e a dificuldade dos governantes em administrar uma crise que ultrapassava os limites de uma única cidade. Haddad passou a enfrentar um ambiente político mais hostil, no qual as redes sociais, a cobertura jornalística e a mobilização popular ampliavam a velocidade com que decisões administrativas eram questionadas.
Além do transporte, a gestão enfrentou controvérsias sobre a política de mobilidade urbana, a implantação de faixas exclusivas para ônibus, a expansão das ciclovias, a redução de velocidades em vias importantes e as medidas de reorganização do espaço urbano. Defensores dessas iniciativas argumentavam que elas buscavam priorizar o transporte coletivo, reduzir acidentes e oferecer alternativas ao automóvel particular. Críticos apontavam dificuldades de implementação, impactos sobre o trânsito e problemas de comunicação com os moradores e comerciantes afetados.
A avaliação da administração também foi influenciada pelas expectativas em áreas como saúde, habitação e manutenção urbana. A execução de metas anunciadas durante a campanha tornou-se tema recorrente de críticas da oposição, enquanto apoiadores destacavam políticas de mobilidade e iniciativas de inclusão social. Como ocorre em grandes cidades, o resultado percebido pela população variava de acordo com a região, o serviço analisado e as prioridades de cada grupo de moradores.
Haddad terminou o mandato em 2016 e disputou a reeleição, mas foi derrotado por João Doria ainda no primeiro turno. O resultado expressou uma mudança significativa no cenário eleitoral paulistano, embora não possa ser explicado exclusivamente pelas pesquisas de aprovação ou por uma única política pública.
Sua gestão continua sendo objeto de avaliações divergentes. Para alguns, representou uma tentativa de reorganizar prioridades urbanas e ampliar o espaço destinado ao transporte coletivo e aos pedestres. Para outros, foi marcada por falhas de execução, dificuldades de zeladoria e metas que não teriam sido cumpridas como prometido. Afirmar que Haddad foi o pior prefeito da história, entretanto, é uma avaliação política, não uma conclusão que possa ser estabelecida sem critérios objetivos e dados históricos comparáveis.
João Doria: a promessa de permanecer e a decisão de sair
João Doria foi eleito prefeito de São Paulo em 2016, após uma campanha marcada pela promessa de eficiência administrativa, renovação política e dedicação integral à cidade. Empresário e apresentador de televisão, ele construiu sua candidatura com a imagem de gestor capaz de aplicar à administração pública métodos associados à iniciativa privada. A vitória no primeiro turno foi interpretada como uma demonstração de força política e de insatisfação de parte do eleitorado com a administração anterior.
Entretanto, a relação com a população passou a enfrentar dificuldades ainda no primeiro ano de governo. Entre os fatores de desgaste estavam as controvérsias em torno de programas municipais, as críticas à execução de serviços urbanos e as divergências sobre iniciativas de reorganização da cidade. A política de combate à pichação e a proposta de utilização de alimentos próximos do vencimento em programas de segurança alimentar, por exemplo, provocaram debates intensos sobre prioridades, comunicação e métodos de gestão.
As pesquisas de avaliação realizadas durante o mandato registraram críticas significativas à administração. Levantamentos divulgados pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope, atual Ipsos, constituem referências importantes para analisar a percepção dos paulistanos sobre os serviços públicos e o governo municipal. Para estabelecer com precisão o percentual de avaliação ruim ou péssima atribuído a Doria ao final de seu primeiro ano, porém, é necessário consultar o levantamento original e verificar a data de campo, a amostra e a formulação exata da pergunta. Os percentuais não devem ser tratados como equivalentes entre pesquisas diferentes.
O episódio que mais marcou sua relação com o eleitorado foi a decisão de deixar a prefeitura em abril de 2018 para disputar o governo do estado de São Paulo. Doria havia sido eleito para um mandato municipal de quatro anos, mas permaneceu no cargo por aproximadamente 15 meses antes de renunciar, sendo sucedido pelo vice-prefeito Bruno Covas.
A decisão provocou críticas de adversários e de eleitores que esperavam que o prefeito cumprisse integralmente o compromisso assumido durante a campanha. Para os críticos, a saída precoce demonstrava que o projeto municipal havia sido utilizado como etapa de uma estratégia eleitoral mais ampla. Seus apoiadores, por outro lado, consideravam legítima a candidatura ao governo estadual e defendiam os resultados de sua passagem pela prefeitura.
O caso ilustra um aspecto fundamental da política: a avaliação de um governante não depende somente de obras entregues ou de indicadores administrativos. A confiança também está relacionada à coerência entre discurso e comportamento. Quando um candidato promete permanecer no cargo e depois decide disputar outra eleição, parte do eleitorado pode interpretar a mudança como quebra de compromisso, mesmo que existam argumentos políticos para justificá-la.
Ricardo Nunes: orçamento recorde, zeladoria e cobrança por resultados
A administração de Ricardo Nunes também passou a ocupar espaço importante nas discussões sobre a qualidade dos governos municipais de São Paulo. Vice-prefeito eleito em 2020, Nunes assumiu definitivamente a prefeitura em maio de 2021, após a morte de Bruno Covas. Posteriormente, conquistou um mandato próprio nas eleições municipais de 2024.
Entre os principais temas de debate sobre sua gestão estão a execução do orçamento municipal, a manutenção das vias públicas, a drenagem urbana, a situação das pessoas em situação de rua, a contratação de serviços e a qualidade do atendimento oferecido à população. A dimensão do orçamento da capital torna especialmente intensa a cobrança por resultados: para os moradores, não basta que a prefeitura disponha de recursos expressivos; é necessário que o dinheiro se transforme em serviços acessíveis, obras concluídas e melhorias perceptíveis no cotidiano.
Adversários políticos, entre eles Guilherme Boulos e Tabata Amaral durante a disputa eleitoral de 2024, apresentaram críticas à administração e questionaram prioridades, contratos e resultados em diferentes áreas. A oposição também colocou em debate a contratação de serviços emergenciais e os mecanismos de fiscalização dos gastos públicos. Essas críticas fazem parte da disputa democrática, mas precisam ser examinadas à luz de documentos orçamentários, auditorias, processos administrativos e investigações específicas antes que se possa concluir pela existência de irregularidades.
A avaliação de uma gestão municipal exige distinguir o volume de recursos autorizados, o valor efetivamente empenhado, os pagamentos realizados e os resultados concretos das políticas públicas. Um orçamento elevado não significa automaticamente que todos os recursos foram executados, assim como a existência de contratos sem licitação não comprova, por si só, uma ilegalidade: a legislação prevê hipóteses específicas para contratações diretas, sujeitas a requisitos e controles.
A situação das pessoas em situação de rua também se tornou um dos pontos mais sensíveis do debate. O problema envolve assistência social, saúde mental, dependência química, moradia, geração de renda e articulação entre diferentes níveis de governo. A prefeitura tem responsabilidades relevantes, mas a avaliação de suas políticas deve considerar tanto a dimensão do problema quanto os resultados obtidos pelos programas implantados.
Assim como ocorreu com seus antecessores, a administração de Nunes é avaliada de maneira diferente por grupos políticos e setores da população. Para determinar se sua aprovação está entre as menores da história paulistana, seria necessário comparar pesquisas realizadas em períodos equivalentes, utilizando perguntas e metodologias semelhantes. Críticas de adversários, repercussões nas redes sociais e resultados eleitorais são elementos importantes para compreender o ambiente político, mas não substituem uma série histórica de pesquisas de opinião.
Luiza Erundina e Marta Suplicy: as mulheres que também enfrentaram resistência
A história das prefeitas de São Paulo acrescenta outra dimensão à discussão sobre popularidade e avaliação administrativa. Luiza Erundina governou a cidade entre 1989 e 1992, enquanto Marta Suplicy esteve à frente da prefeitura de 2001 a 2004. Ambas enfrentaram conflitos políticos, dificuldades orçamentárias e críticas relacionadas às prioridades de seus governos, mas deixaram legados que continuam presentes no debate sobre políticas sociais e urbanas.
Luiza Erundina foi eleita pelo Partido dos Trabalhadores em 1988, tornando-se a primeira mulher a governar a capital paulista. Sua administração enfrentou uma conjuntura econômica difícil, marcada pela inflação elevada e por conflitos com setores empresariais, políticos e sindicais. O governo buscou ampliar políticas sociais e iniciativas de habitação popular, com atenção especial à população de baixa renda.
A gestão também enfrentou dificuldades para conciliar a ampliação dos serviços públicos com as limitações financeiras do município. As decisões administrativas provocaram debates sobre prioridades, capacidade de execução e relação com diferentes segmentos da sociedade. Para seus apoiadores, Erundina representou uma experiência de governo comprometida com a inclusão social; para seus críticos, algumas iniciativas encontraram obstáculos de gestão e produziram resultados inferiores às expectativas.
Marta Suplicy, por sua vez, governou São Paulo entre 2001 e 2004. Sua administração ficou associada à expansão de programas sociais, à criação dos Centros Educacionais Unificados, conhecidos como CEUs, e à implantação do Bilhete Único, que facilitou a integração tarifária no transporte coletivo municipal. Essas iniciativas se tornaram referências importantes no debate sobre educação pública, mobilidade urbana e acesso aos serviços da cidade.
O Bilhete Único, implantado em 2004, permitiu integrar viagens de ônibus dentro de um intervalo de tempo mediante o pagamento de uma tarifa, conforme as regras do sistema. A medida alterou a experiência de deslocamento de muitos passageiros e passou a integrar o conjunto de políticas públicas mais lembradas daquele período. Os CEUs, por sua vez, foram concebidos como equipamentos que reúnem atividades educacionais, culturais, esportivas e de convivência comunitária.
Apesar desses projetos, Marta também enfrentou oposição política e questionamentos sobre despesas públicas, execução de obras e prioridades administrativas. Sua derrota na tentativa de reeleição, em 2004, demonstrou que a existência de políticas de grande repercussão não garante automaticamente a continuidade de um governo.
É importante esclarecer que Erundina e Marta foram as duas mulheres eleitas prefeitas de São Paulo até aquele período histórico, mas isso não significa que tenham sido as únicas mulheres a exercer funções de chefia no Executivo municipal em qualquer circunstância. Além disso, a comparação de suas aprovações com as de prefeitos de outras décadas exige cuidado, pois as pesquisas disponíveis, os contextos econômicos e os critérios de avaliação variam significativamente.
Afinal, quem foi o pior prefeito da história de São Paulo?
A pergunta desperta interesse porque combina memória política, experiência cotidiana e disputa eleitoral. Entretanto, não existe uma resposta definitiva sem que sejam estabelecidos critérios objetivos. A pior avaliação de popularidade em uma pesquisa específica não é necessariamente sinônimo da pior administração, assim como um prefeito que termina o mandato com aprovação relativamente elevada pode ter deixado problemas estruturais importantes.
Para construir um ranking historicamente confiável, seria necessário reunir pesquisas de institutos reconhecidos, identificar os menores índices de aprovação registrados por cada prefeito e verificar a metodologia utilizada. Também seria necessário separar avaliações feitas durante o mandato, pesquisas realizadas às vésperas das eleições e levantamentos de avaliação retrospectiva. Comparar diretamente percentuais obtidos por perguntas diferentes pode produzir conclusões equivocadas.
Outro critério possível seria analisar indicadores administrativos: cumprimento de metas, execução orçamentária, qualidade dos serviços, investimentos em infraestrutura, evolução de indicadores sociais, transparência e resultados de auditorias. Esses dados permitiriam uma análise mais ampla, embora também exigissem ponderação, pois os prefeitos governaram em períodos diferentes e enfrentaram condições econômicas e institucionais distintas.
A trajetória de Celso Pitta demonstra como escândalos e crises de credibilidade podem marcar profundamente uma administração. A de Fernando Haddad revela os efeitos de grandes mobilizações populares e de decisões urbanas controversas. João Doria exemplifica como uma mudança de planos políticos pode comprometer a confiança construída durante uma campanha. Ricardo Nunes, por sua vez, mostra como orçamento, zeladoria, assistência social e fiscalização de contratos permanecem no centro das cobranças dirigidas à prefeitura. Já Erundina e Marta ilustram como governos contestados podem, simultaneamente, deixar políticas públicas reconhecidas por diferentes setores da sociedade.
No fim, a pergunta sobre quem foi o pior prefeito de São Paulo não deve ser respondida apenas com base em frases de efeito, acusações partidárias ou números retirados de seu contexto. A avaliação mais consistente depende de evidências verificáveis, comparações justas e análise dos resultados concretos.
A popularidade pode subir ou cair em poucos meses. O legado administrativo, porém, costuma ser avaliado durante décadas. É por isso que pesquisas de opinião são importantes: elas revelam como a população percebe seus governantes em determinado momento, mas precisam ser interpretadas junto com os fatos, os resultados e as circunstâncias de cada gestão.
Mais do que descobrir quem teve a pior aprovação, o desafio é entender por que a confiança dos paulistanos se perdeu em determinados governos — e quais lições essas experiências deixam para o futuro da maior cidade do Brasil.