sexta-feira, 17 de abril de 2026

Morre Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, aos 68 anos

 O esporte brasileiro perdeu nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, um de seus maiores símbolos. Morreu aos 68 anos o ex-jogador Oscar Schmidt, considerado o maior nome da história do basquete nacional e um dos maiores pontuadores de todos os tempos no cenário mundial.

Conhecido como “Mão Santa”, ele marcou gerações com sua precisão nos arremessos, liderança dentro de quadra e uma trajetória marcada por dedicação absoluta ao esporte. Sua morte representa o fim de uma era para o basquete brasileiro e para o esporte mundial.

O Eterno Camisa 14

O orgulho de Natal que conquistou o mundo

Nascido em Natal, em 16 de fevereiro de 1958, Oscar começou a jogar ainda jovem e rapidamente demonstrou um talento fora do comum. Com mais de dois metros de altura e uma mecânica de arremesso quase perfeita, transformou-se em referência mundial.
Sua carreira profissional durou quase três décadas, passando por clubes no Brasil, Europa e Seleção Brasileira. Ao longo desse período, construiu números impressionantes que até hoje despertam admiração:
Mais de 49 mil pontos marcados na carreira
Participação em cinco Jogos Olímpicos
Maior pontuador da história do basquete em Olimpíadas por muitos anos
Um dos maiores cestinhas da história do esporte mundial
Oscar não foi apenas um atleta de destaque — foi um fenômeno esportivo que colocou o Brasil no mapa do basquete internacional.

A decisão que marcou sua história

Quando disse “não” à NBA

Em 1984, Oscar foi selecionado no Draft da NBA pelo New Jersey Nets. Para qualquer jogador, esse seria o auge da carreira.

Mas ele tomou uma decisão que se tornaria lendária: recusou jogar na liga norte-americana para continuar defendendo a Seleção Brasileira. Na época, atletas da NBA não podiam disputar competições internacionais, e Oscar priorizou representar o país.
Essa escolha consolidou sua imagem como um atleta comprometido com o Brasil e com a camisa da seleção.

O jogo que entrou para a história

A vitória sobre os Estados Unidos em 1987

Um dos momentos mais emblemáticos da carreira de Oscar aconteceu durante os Jogos Pan-Americanos de 1987.

Na final contra os Estados Unidos, dentro do ginásio lotado em Indianápolis, o Brasil protagonizou uma das maiores vitórias da história do esporte.

Brasil 120 x 115 Estados Unidos

Oscar foi o destaque absoluto da partida, marcando 46 pontos e liderando a seleção rumo à medalha de ouro. Até hoje, esse jogo é lembrado como uma das maiores façanhas do basquete brasileiro.

Um ícone mundial

Reconhecimento além das quadras

O talento de Oscar Schmidt ultrapassou fronteiras. Ele recebeu homenagens e reconhecimentos internacionais, incluindo sua entrada no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, um dos maiores reconhecimentos possíveis para um jogador de basquete.

Sua influência foi tão grande que, mesmo sem atuar na NBA, tornou-se um dos atletas mais respeitados da história do esporte.

Durante muitos anos, foi o maior pontuador da história do basquete mundial — um recorde que simboliza sua constância, talento e paixão pelo jogo.

O homem fora das quadras

Superação e inspiração

Após encerrar a carreira em 2003, Oscar tornou-se palestrante e figura pública admirada. Mesmo enfrentando sérios problemas de saúde ao longo dos anos, manteve uma postura positiva e inspiradora.

Sua luta contra a doença se transformou em exemplo de coragem, perseverança e força emocional.

Ele continuou sendo um símbolo de determinação — não apenas para atletas, mas para milhões de brasileiros.

Legado eterno

O maior nome do basquete brasileiro
A morte de Oscar Schmidt encerra um capítulo histórico do esporte nacional, mas seu legado permanece vivo em cada quadra, em cada jovem que sonha em jogar basquete e em cada torcedor que vibrou com seus arremessos.
Ele não foi apenas um grande jogador.
Foi um ídolo.
Foi um símbolo.
Foi uma lenda.

O basquete brasileiro perde seu maior nome — mas a história jamais esquecerá o “Mão Santa”.

O Pequeno Gigante dos Céus

 O microjato de James Bond que entrou para a história do cinema

Na história do cinema de ação, poucas cenas de abertura são tão marcantes quanto a de 007 Contra Octopussy (1983), estrelado pelo inesquecível Roger Moore. Logo nos primeiros minutos do filme, o agente secreto mais famoso do mundo surge pilotando um minúsculo jato a reação, escapando de inimigos em uma sequência eletrizante que combina humor, ousadia e habilidade aérea.

O avião utilizado nessa cena icônica é o BD-5J Acrostar Microjet, uma aeronave que, apesar do tamanho reduzido, conquistou fama mundial e entrou para o imaginário popular como um dos veículos mais curiosos já utilizados por James Bond.

A sequência é lembrada até hoje como uma demonstração de criatividade cinematográfica. O pequeno jato decola de uma base secreta, realiza manobras rápidas e, em um momento que ficou gravado na memória dos fãs, atravessa o interior de um hangar — uma façanha que exigiu extrema precisão e coragem do piloto responsável pela cena.

Um dos menores jatos do mundo

O BD-5J Acrostar Microjet é considerado um dos menores aviões a jato já produzidos. Desenvolvido nos anos 1970 pela empresa Bede Aircraft, o modelo foi criado com a proposta de ser compacto, leve e acessível para pilotos civis e entusiastas da aviação.

Com pouco mais de 3,8 metros de comprimento e uma envergadura de aproximadamente 5,2 metros, o microjato chama atenção por seu tamanho diminuto. Seu design minimalista e aerodinâmico permite grande agilidade, tornando-o ideal para demonstrações aéreas e manobras acrobáticas.

Apesar de parecer um “brinquedo” quando comparado a aviões comerciais, o BD-5J é capaz de atingir velocidades impressionantes para sua categoria, podendo ultrapassar os 480 km/h. Seu cockpit acomoda apenas um piloto, reforçando a sensação de exclusividade e aventura.
Entre suas principais características técnicas, destacam-se:
Estrutura leve e compacta
Motor a jato de pequeno porte
Alta capacidade de manobra
Baixo consumo de combustível
Operação em pistas curtas
Essas qualidades fizeram do microjato uma escolha perfeita para uma produção cinematográfica que buscava impacto visual e inovação.

 


A manobra que entrou para a história

Embora o público associe a cena ao personagem James Bond, o verdadeiro responsável pela façanha aérea foi o piloto profissional Corkey Fornof, um experiente aviador especializado em acrobacias e dublês de aviação.

Foi ele quem executou a famosa manobra de atravessar o interior de um hangar com o microjato — uma tarefa extremamente arriscada. O espaço era estreito, e qualquer erro poderia resultar em um acidente grave.

A cena foi gravada sem efeitos digitais, em uma época em que a computação gráfica ainda era limitada. Tudo foi realizado de forma real, o que aumentou ainda mais o respeito e admiração pelo feito.

O resultado foi uma das sequências mais memoráveis da franquia James Bond film series, consolidando o BD-5J como um símbolo de ousadia e inovação no cinema de ação.

De estrela de cinema a peça de museu

Décadas após sua aparição nas telas, o pequeno jato continua despertando curiosidade e fascínio. No Brasil, uma réplica do famoso microjato pode ser vista de perto no bairro Aviação, na cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo.

A presença da aeronave em exposição tornou-se uma atração para moradores e turistas apaixonados por aviação e cinema. Muitos visitantes se surpreendem com o tamanho reduzido do avião, que parece ainda menor ao vivo do que nas cenas do filme.

A réplica funciona como um verdadeiro ponto de memória cultural, relembrando uma era em que efeitos especiais dependiam mais de habilidade humana do que de tecnologia digital.

Além disso, o microjato simboliza:
A criatividade do cinema dos anos 1980
O avanço da aviação experimental
A coragem dos pilotos acrobáticos
O carisma duradouro da franquia James Bond
Um ícone que continua voando no imaginário popular

O BD-5J Acrostar Microjet pode ser pequeno em tamanho, mas é gigantesco em significado. Sua participação em 007 Contra Octopussy transformou uma aeronave experimental em um ícone cultural reconhecido mundialmente.

Para os fãs de aviação, o jato representa inovação e engenharia ousada. Para os amantes do cinema, simboliza aventura, emoção e espetáculo. E para o público em geral, é uma lembrança de que, às vezes, as maiores histórias vêm dos menores aviões.

Mais de quatro décadas depois, aquela cena continua impressionando novas gerações — provando que o charme de James Bond e a genialidade do pequeno microjato ainda permanecem vivos na memória coletiva. 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

O dia em que o medo embarcou em um jumbo da Varig

 Shirley Bomba: o caos no céu da Varig em 30 de outubro de 1990

Um dos episódios mais tensos da aviação brasileira revelou coragem, desespero e um final que marcou a história da segurança aérea.

O dia em que o medo embarcou em um jumbo da Varig

Na manhã de 30 de outubro de 1990, um voo da tradicional companhia aérea brasileira Varig transformou-se em cenário de pânico e tensão. O avião, um imponente Boeing 747, partiu do aeroporto do Aeroporto Internacional do Galeão com destino a Nova York, levando dezenas de passageiros e tripulantes a bordo.

Entre os ocupantes estava uma mulher que entraria para a história da aviação brasileira com um apelido que até hoje causa arrepio: Shirley da Silva, mais tarde apelidada pela imprensa de “Shirley Bomba”.

O que parecia ser apenas mais um voo internacional transformou-se rapidamente em um dos incidentes mais dramáticos da aviação nacional.

A ameaça a bordo: uma bomba e um plano desesperado

Pouco tempo após a decolagem, Shirley levantou-se e anunciou que estava armada com uma bomba. Ela exigia que o avião mudasse sua rota e seguisse para Buenos Aires, alegando motivos pessoais e emocionais.

A notícia espalhou-se rapidamente entre passageiros e tripulação, gerando pânico silencioso dentro da aeronave. Muitos acreditaram que estavam diante de um atentado real, em uma época em que sequestros aéreos ainda eram uma ameaça recorrente.

Segundo relatos posteriores, a mulher carregava um artefato improvisado que poderia, de fato, causar danos graves. A tensão aumentava a cada minuto.

Dentro do cockpit, o comandante manteve a calma e iniciou negociações com a sequestradora, enquanto a aeronave continuava em voo sob monitoramento das autoridades brasileiras.

Horas de tensão e negociação

O voo passou a ser acompanhado por autoridades de segurança e controle aéreo. A prioridade era clara: preservar vidas.

A tripulação demonstrou habilidade e sangue-frio ao lidar com a situação. O comandante manteve comunicação constante com o solo, enquanto tentava acalmar a sequestradora e ganhar tempo.

Os passageiros, por sua vez, enfrentaram momentos de medo extremo. Muitos rezavam, choravam ou escreviam mensagens de despedida, acreditando que poderiam não sobreviver.

A tensão era agravada pelo tamanho da aeronave. O Boeing 747, conhecido como “Jumbo”, transportava um grande número de pessoas, o que aumentava o risco em caso de explosão.

O desfecho: rendição e alívio coletivo

Após horas de negociação, a situação começou a se resolver. A sequestradora foi convencida a desistir de suas exigências.

Quando o avião pousou em segurança, equipes especializadas cercaram a aeronave e agiram rapidamente. Shirley foi detida sem que a bomba fosse detonada, encerrando o episódio sem vítimas fatais.

O momento do pouso foi descrito por passageiros como um dos mais emocionantes de suas vidas. Muitos choraram ao perceber que haviam sobrevivido.

O caso ganhou grande repercussão na imprensa brasileira e internacional, tornando-se um dos episódios mais marcantes da história da aviação civil no país.

Consequências e impacto na segurança aérea

O incidente envolvendo Shirley Bomba teve efeitos duradouros na segurança da aviação.

Após o episódio, medidas mais rigorosas passaram a ser adotadas, incluindo:
Inspeções mais detalhadas de passageiros e bagagens
Treinamento intensivo de tripulações para situações de crise
Protocolos de negociação em casos de sequestro
Reforço nos sistemas de segurança aeroportuária
Essas mudanças ajudaram a elevar o nível de proteção nos voos comerciais, reduzindo significativamente o risco de incidentes semelhantes.

Um episódio que entrou para a história

O caso de Shirley Bomba tornou-se um símbolo de um período em que a aviação enfrentava desafios constantes de segurança. Ao mesmo tempo, revelou a importância do preparo das tripulações e da capacidade de negociação em situações extremas.

Mais de três décadas depois, o episódio ainda é lembrado como um exemplo de como o profissionalismo e a calma podem evitar tragédias.

Foi um dia em que o medo tomou conta do céu — mas também um dia em que a vida venceu.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Aeroporto de Congonhas: 90 Anos de História no Coração de São Paulo

 Em 2026, um dos aeroportos mais emblemáticos do Brasil celebra uma marca histórica: 90 anos de operação. Localizado em uma das áreas mais movimentadas do país, o Aeroporto de São Paulo/Congonhas é muito mais do que um terminal aéreo — ele é um símbolo da evolução da aviação brasileira, da expansão urbana de São Paulo e da modernização do transporte aéreo nacional.

Ao longo de nove décadas, Congonhas acompanhou transformações profundas na aviação e na própria cidade. Recebeu aeronaves históricas, conectou pessoas e negócios e se consolidou como um dos aeroportos mais importantes do país, especialmente para voos domésticos de alta frequência.

O Nascimento de um Aeroporto em Meio ao Crescimento da Cidade

A história de Congonhas começou oficialmente em 1936, quando São Paulo vivia um período de expansão econômica e industrial. A cidade crescia rapidamente, e a necessidade de um aeroporto moderno tornou-se evidente.

Naquela época, a aviação ainda estava em fase de desenvolvimento, mas já demonstrava seu potencial como meio de transporte estratégico. O local escolhido para o aeroporto ficava em uma área afastada do centro urbano — uma decisão que, anos depois, seria completamente transformada pelo crescimento acelerado da metrópole.

O nome “Congonhas” tem origem no antigo bairro da região e foi inspirado na cidade histórica de Congonhas, conhecida por suas igrejas e obras do escultor Aleijadinho.

Nos primeiros anos, o aeroporto possuía estrutura simples, com pistas curtas e instalações modestas. Mesmo assim, rapidamente se tornou um ponto fundamental para a aviação brasileira.

O Aeroporto que Impulsionou a Aviação Comercial

Durante as décadas de 1940 e 1950, o Aeroporto de São Paulo/Congonhas consolidou-se como o principal aeroporto do país. Foi nesse período que a aviação comercial começou a se expandir de forma significativa no Brasil.

Companhias aéreas nacionais e internacionais passaram a operar regularmente no terminal, conectando São Paulo a diversas cidades. Entre elas estavam empresas que marcaram época, como:
VARIG
VASP
Real Transportes Aéreos
Panair do Brasil

Nesse período, Congonhas tornou-se um verdadeiro centro da aviação nacional, recebendo aviões clássicos e pioneiros que ajudaram a popularizar o transporte aéreo.

O aeroporto também foi palco de avanços tecnológicos, como melhorias nas pistas, nos sistemas de navegação e na infraestrutura para passageiros.

Congonhas e o Crescimento da Cidade de São Paulo

Com o passar dos anos, São Paulo se expandiu rapidamente ao redor do aeroporto. O que antes era uma área afastada tornou-se um bairro densamente urbanizado, cercado por avenidas, prédios e residências.

Essa transformação trouxe desafios importantes, principalmente relacionados à segurança e ao controle do tráfego aéreo.

Mesmo assim, o Aeroporto de São Paulo/Congonhas continuou desempenhando papel fundamental na mobilidade urbana e econômica da cidade.

Hoje, ele é considerado um dos aeroportos mais movimentados do Brasil, especialmente na chamada “ponte aérea” — rota que liga São Paulo ao Aeroporto Santos Dumont, uma das mais importantes do país.

Essa ligação rápida entre as duas maiores cidades brasileiras tornou-se essencial para executivos, empresários e viajantes frequentes.

Modernização e Segurança ao Longo das Décadas

Ao completar 90 anos, Congonhas passou por diversas modernizações para acompanhar as exigências da aviação contemporânea.

Entre as principais melhorias ao longo do tempo, destacam-se:
Ampliação e reforço das pistas
Modernização do terminal de passageiros
Implantação de novos sistemas de navegação
Reestruturação das áreas de embarque e desembarque
Investimentos em segurança operacional

Essas mudanças permitiram que o aeroporto mantivesse altos níveis de eficiência e confiabilidade, mesmo operando em uma área urbana densa.

Além disso, o terminal se tornou referência em pontualidade e rotatividade de voos, características fundamentais para um aeroporto com grande volume de operações diárias.

Momentos Marcantes na História de Congonhas

Ao longo de nove décadas, o aeroporto foi cenário de acontecimentos importantes que marcaram a aviação brasileira.

Entre eles:
A consolidação da ponte aérea Rio–São Paulo
A chegada de aeronaves a jato na década de 1960
Grandes reformas e ampliações estruturais
Mudanças nas regras de operação e segurança
O fortalecimento do transporte aéreo doméstico
Cada uma dessas fases contribuiu para transformar o Aeroporto de São Paulo/Congonhas em um dos aeroportos mais conhecidos do país.
Um Aeroporto no Coração da Memória Nacional
Para muitos brasileiros, Congonhas não é apenas um aeroporto — é um lugar carregado de histórias e lembranças.
Foi por suas pistas que passaram:
Primeiras viagens de avião
Reencontros familiares
Viagens de negócios
Despedidas e chegadas emocionantes
Momentos históricos da aviação

O aeroporto também se tornou um símbolo da própria cidade de São Paulo, representando dinamismo, movimento e conexão.

90 Anos Olhando para o Futuro

Ao completar nove décadas de operação, o Aeroporto de São Paulo/Congonhas continua sendo peça-chave no sistema de transporte aéreo brasileiro.

Mesmo diante de novos desafios — como o crescimento do tráfego aéreo, a modernização tecnológica e as demandas por sustentabilidade — o aeroporto segue se adaptando às necessidades do presente e do futuro.

Celebrar os 90 anos de Congonhas é reconhecer a importância de um terminal que ajudou a construir a história da aviação no Brasil e que continua, todos os dias, conectando pessoas, negócios e destinos.

Um verdadeiro patrimônio da aviação nacional — ativo, movimentado e pronto para os próximos voos da história. 

Cervejas que simplesmente sumiram das prateleiras do mercado brasileiro

 Durante décadas, o mercado brasileiro foi marcado por rótulos que fizeram sucesso em bares, festas e churrascos. Algumas dessas cervejas conquistaram gerações inteiras, mas acabaram desaparecendo das prateleiras dos supermercados. Mudanças no gosto do consumidor, fusões entre grandes cervejarias, estratégias comerciais e até crises sanitárias ajudaram a determinar o fim de marcas que hoje sobrevivem apenas na memória afetiva dos brasileiros.

O Brasil está entre os maiores consumidores de cerveja do mundo, responsável por cerca de 7% do consumo global, o que torna o setor altamente competitivo e sujeito a constantes mudanças.

Clássicas que marcaram época e desapareceram

Kaiser Bock


Lançada em 1993, a Kaiser Bock foi pioneira no estilo bock no Brasil, com sabor mais encorpado e teor alcoólico elevado. Era especialmente associada ao inverno e se tornou referência entre os apreciadores de cervejas mais fortes.
Com o passar dos anos, sua produção tornou-se irregular e, a partir de 2012, deixou de ser fabricada com frequência, desaparecendo gradualmente do mercado.

Pérola


Uma das cervejas mais tradicionais do país, a Pérola ganhou destaque entre as décadas de 1950 e 1970. Foi considerada uma das favoritas dos consumidores e esteve presente em bares e festas populares por muitos anos.

Entretanto, com a modernização do setor e o avanço de grandes conglomerados, a marca perdeu espaço e acabou sendo retirada de circulação após décadas de existência.

Antarctica Bock


Outra representante do estilo bock, a Antarctica Bock buscava oferecer uma alternativa mais sofisticada aos consumidores brasileiros. Era conhecida pelo sabor tostado e pela proposta diferenciada em relação às tradicionais pilsens.
Com a popularização de cervejas mais leves e refrescantes, o produto perdeu competitividade e foi retirado do portfólio da empresa.

Bavária Clássica (versões antigas)


A marca Bavária ainda existe, mas algumas versões tradicionais, bastante populares nos anos 1980 e 1990, deixaram de ser produzidas. Essas mudanças ocorreram após reformulações de marca e reposicionamento comercial.

Esse tipo de estratégia é comum no setor cervejeiro, onde as empresas ajustam suas linhas de produtos conforme o comportamento do consumidor.


Malt 90

Lançada na década de 1980, a Malt 90 tornou-se famosa tanto pelo marketing quanto pela polêmica. Muitos consumidores lembram da cerveja com humor, pois ela ficou conhecida como uma das menos apreciadas da época — o que acabou virando parte de sua identidade.

Apesar da notoriedade, não conseguiu manter vendas consistentes e acabou descontinuada poucos anos após seu lançamento.

Quando problemas graves tiraram marcas do mercado

Belorizontina e outras da cervejaria Backer

Em 2020, um dos casos mais graves da história recente do setor cervejeiro brasileiro resultou na retirada imediata de vários rótulos das prateleiras.

Autoridades sanitárias identificaram substâncias tóxicas em lotes de cervejas da empresa mineira Backer, levando à interdição da fábrica e ao recolhimento dos produtos em todo o país. O episódio foi associado a casos de intoxicação e mortes, tornando-se um marco na fiscalização da indústria de bebidas.

Reddit

Esse caso demonstrou como questões de segurança alimentar podem impactar drasticamente a sobrevivência de uma marca.

Por que tantas cervejas desaparecem?

Especialistas apontam alguns fatores principais:

1. Mudança no gosto do consumidor
O brasileiro passou a consumir novos estilos, como cervejas artesanais e premium, reduzindo o espaço para rótulos tradicionais.
2. Fusões e aquisições
A união de grandes empresas levou à redução de marcas para fortalecer produtos mais lucrativos.
3. Estratégia de mercado
Algumas cervejas são lançadas como edições limitadas ou sazonais e desaparecem naturalmente.
4. Concorrência intensa
O setor cervejeiro brasileiro é altamente competitivo, com centenas de marcas disputando espaço nas prateleiras.

O Povo

Nostalgia líquida: marcas que viraram memória

Para muitos brasileiros, essas cervejas representam mais do que bebidas — são lembranças de momentos especiais, encontros com amigos e tradições familiares.
Embora tenham desaparecido dos supermercados, continuam vivas na memória coletiva, em coleções de garrafas antigas e em histórias contadas em mesas de bar.

O mercado segue evoluindo, e novas marcas surgem todos os anos. Mas, como mostra a história, nem todas resistem ao tempo — e algumas acabam se tornando verdadeiras lendas da cultura popular brasileira.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Interlog Summit muda formato e amplia foco em IA, intralogística e descarbonização

 Edição 2026 integra Congresso Intermodal Internacional e Conferência Nacional de Logística, da Abralog, e reforça papel do evento como fórum estratégico do setor durante a Intermodal South America 


A 30ª edição da Intermodal South America, que acontece de 14 a 16 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), marca uma inflexão na agenda de conteúdo do evento. O Interlog Summit estreia um novo formato, com programação simultânea ao longo dos três dias, maior internacionalização e integração estruturada entre o Congresso Intermodal Internacional e a XXVIII Conferência Nacional de Logística (CNL), sob curadoria da Associação Brasileira de Logística (Abralog). 

Novo formato integra conteúdo e negócios 

Uma das principais mudanças desta edição está na lógica de participação. O Interlog Summit foi totalmente redesenhado para oferecer uma experiência mais integrada, com programação concentrada das 11h às 16h. 

Esse formato permite que o congressista acompanhe os debates técnicos e estratégicos sem abrir mão da vivência na feira, evitando a sobreposição de agendas. 

Trilhas estruturam agenda e ampliam escopo 

Sob o tema central “Conexões que movem o Brasil: logística e infraestrutura rumo ao protagonismo global”, a programação foi estruturada em trilhas temáticas que refletem a complexidade crescente das cadeias logísticas, com conteúdos dedicados a mercado e comércio exterior, intralogística, inovação e tecnologia, transporte multimodal e infraestrutura, além de estratégia e excelência operacional. 

Ao longo dos três dias, o summit reunirá cerca de 100 palestrantes em quatro auditórios simultâneos, com tradução em tempo real e participação de executivos, operadores logísticos, embarcadores e representantes do setor público. 

Entre os principais eixos estão temas como inteligência artificial, digitalização da supply chain, intralogística, integração modal, eficiência portuária, cabotagem, comércio exterior e descarbonização do transporte de cargas — agenda que já se traduz em investimentos e mudanças operacionais no setor. 

A agenda do summit também dialoga diretamente com os desafios atuais do setor, incorporando temas que vêm ganhando centralidade na gestão das operações logísticas. 

Questões como a escassez de mão de obra qualificada, os impactos de modelos de jornada, como a escala 6x1, e as mudanças estruturais trazidas pela reforma tributária — que tendem a redesenhar fluxos logísticos e decisões de armazenagem — integram o debate. 

No cenário externo, a programação também considera os efeitos de um ambiente mais instável, marcado por tensões geopolíticas, como os conflitos no Oriente Médio, e pela reconfiguração das relações comerciais, com destaque para o acordo entre Mercosul e União Europeia, que pode ampliar a complexidade e as oportunidades para o comércio exterior brasileiro. 

Conteúdo acompanha mudança de patamar da logística 

Segundo o head de negócios do núcleo de Infraestrutura e Tecnologia da Informa Markets, Fernando D’Ascola, o redesenho do Interlog Summit acompanha uma mudança estrutural no papel da logística dentro das empresas. 

“A logística deixou de discutir apenas eficiência operacional. 

Hoje, estamos falando de decisões estratégicas que envolvem tecnologia, sustentabilidade e redesenho de cadeias. 

O Interlog Summit foi estruturado para refletir essa mudança de patamar do setor e aproximar o conteúdo das decisões que estão sendo tomadas nas empresas”, afirma. 

A integração com a Conferência Nacional de Logística, organizada pela Abralog, reforça o caráter aplicado da programação, com foco em gestão, produtividade e eficiência operacional. 

Para o presidente da Abralog, Pedro Moreira, o momento exige uma abordagem mais pragmática e orientada a resultados. “A logística vive um ciclo de transformação acelerada, impulsionado por tecnologia, mudanças no consumo e maior pressão por eficiência. 

A Conferência Nacional de Logística traz para o debate temas diretamente conectados à operação das empresas e às decisões que impactam custos, nível de serviço e competitividade”, afirma. O avanço da intralogística, impulsionado pelo crescimento do e-commerce, e a incorporação de tecnologias como inteligência artificial, automação e análise de dados em tempo real também ganham destaque na programação, refletindo uma cadeia logística cada vez mais digital e integrada.

Outro eixo relevante é a agenda de sustentabilidade. 

Debates sobre descarbonização, combustíveis alternativos, eletrificação de frotas e otimização de rotas e modais ampliam espaço no evento, acompanhando a pressão por redução de emissões e maior eficiência energética nas operações.

 Visão estratégica e inserção global 

Além disso, temas como geopolítica, reconfiguração das cadeias globais de suprimento e competitividade logística do Brasil complementam a agenda, ampliando a visão estratégica do encontro. 

“O setor logístico brasileiro está diante de uma janela relevante de transformação. A combinação entre investimentos em infraestrutura, avanço tecnológico e maior integração entre modais cria oportunidades concretas de ganho de eficiência e competitividade. 

O Interlog Summit foi estruturado para apoiar esse movimento”, acrescenta D’Ascola. Realizado em paralelo à área de exposição da Intermodal, o summit reforça o posicionamento do evento como plataforma que conecta conteúdo, inovação e negócios, reunindo, em um mesmo ambiente, as discussões e as soluções que estão moldando o futuro da logística. 

Informações sobre como participar em: 

https://www.intermodal.com.br/ Serviço: 

Intermodal South America – 30ª Edição Data: 14 a 16 de abril de 2026. 

Local: Distrito Anhembi - São Paulo Horário: Congressos: das 11h às 16h. Visitação: das 13 às 21h. 

Mais informações: Clique aqui Credenciamento imprensa: Clique aqui Sobre a Intermodal South America A Intermodal South America, o maior e mais completo evento das Américas para o setor de transporte de carga, tecnologia, logística, intralogística e comércio exterior, é o principal ponto de encontro para as mais importantes empresas de toda a cadeia de valor. 

Serão três dias de evento presencial, de 14 a 16 de abril de 2026, no Distrito Anhembi em São Paulo, que representa um momento único para todos os players e profissionais destes mercados.

Neugebauer: Tradição e Sabor que Atravessam Séculos

 Da pequena fábrica em Porto Alegre à moderna indústria em Arroio do Meio, a história da marca que conquistou gerações de brasileiros

A Origem de um Clássico Brasileiro

Fundada em 1891, na cidade de Porto Alegre, a Neugebauer carrega o título de fábrica de chocolates mais antiga do Brasil em atividade. Sua história começou com o imigrante alemão Carlos Neugebauer, que trouxe da Europa o conhecimento e a paixão pela produção artesanal de chocolates.

No final do século XIX, o chocolate ainda era um produto raro e sofisticado no Brasil. Foi nesse cenário que surgiu a pequena fábrica, inicialmente dedicada à produção manual de doces e chocolates finos. Com o passar dos anos, a qualidade dos produtos e o cuidado na fabricação conquistaram o público, transformando a marca em referência nacional.

Ao longo das décadas, a empresa enfrentou desafios, crises econômicas e mudanças no mercado, mas sempre manteve o compromisso com a tradição e a inovação. A marca acompanhou o crescimento do país, tornando-se presença constante em supermercados, mercearias e nas memórias afetivas de milhões de brasileiros.

Durante o século XX, a Neugebauer ampliou sua produção e modernizou seus processos, consolidando-se como uma das mais importantes indústrias do setor alimentício no Brasil. Seus chocolates passaram a fazer parte do cotidiano das famílias, especialmente em datas comemorativas como o Páscoa, quando ovos e barras de chocolate se tornaram símbolos de celebração.

Outro fator decisivo para o sucesso da empresa foi a criação de produtos com identidade própria, capazes de atravessar gerações. Com embalagens marcantes e sabores únicos, a marca conquistou crianças e adultos, transformando simples chocolates em verdadeiros ícones da cultura popular brasileira.

Modernidade, Tecnologia e Marcas que Marcam Gerações

Hoje, a Neugebauer está instalada em Arroio do Meio, onde mantém uma das fábricas de chocolate mais modernas da América Latina. O complexo industrial reúne tecnologia de ponta, controle rigoroso de qualidade e processos automatizados que garantem eficiência, segurança alimentar e alta capacidade de produção.

Mesmo com toda a modernização, a empresa preserva o espírito tradicional que a tornou famosa. A combinação entre história e inovação é um dos principais pilares da marca, que continua investindo em novos produtos, embalagens e sabores para atender às novas gerações de consumidores.

Entre os produtos mais conhecidos da empresa estão verdadeiros clássicos do mercado brasileiro, como:

Bib's – um dos chocolates mais populares do país
Stikadinho – crocante e marcante no sabor
Amor Carioca – tradicional e querido por décadas
Linha 1891 – linha premium que celebra a história da marca

Esses produtos não apenas representam o sucesso comercial da empresa, mas também fazem parte da memória afetiva de muitas famílias brasileiras. Para muitos consumidores, abrir uma embalagem da Neugebauer é reviver momentos da infância, festas de aniversário e encontros familiares.

Além do mercado interno, a empresa também expandiu sua presença internacional, exportando chocolates para diversos países e reforçando a imagem do Brasil como produtor de alimentos de qualidade. A marca continua crescendo, investindo em sustentabilidade, responsabilidade social e inovação tecnológica.

Mais do que uma fábrica de chocolates, a Neugebauer é um símbolo de tradição, resistência e evolução. Com mais de 130 anos de história, a empresa segue adoçando a vida dos brasileiros e provando que qualidade e paixão pelo que se faz são ingredientes essenciais para atravessar gerações.
Neugebauer: um sabor que faz parte da história do Brasil.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Isaias Braga dos Santos — O Homem Avestruz

O artista de rua que engolia objetos, desafiava a lógica e virou lenda popular no Brasil dos anos 1980

O surgimento de um fenômeno das ruas

Na década de 1980, o Brasil conheceu uma figura curiosa, ousada e inesquecível: Isaias Braga dos Santos, popularmente chamado de “Homem Avestruz”. Natural do estado da Bahia, ele se tornou um dos artistas de rua mais comentados do país, atraindo multidões por onde passava.

Seu apelido surgiu por causa de uma habilidade incomum e impressionante: engolir objetos diversos e, depois, regurgitá-los diante do público, como se fosse algo simples e natural. O espetáculo era ao mesmo tempo fascinante e assustador, despertando curiosidade, espanto e aplausos.

Nas praças, feiras e centros urbanos, Isaias montava seu pequeno palco improvisado. Sem grandes recursos, mas com coragem e presença de palco, ele transformava apresentações simples em verdadeiros eventos populares. Crianças, adultos e curiosos se reuniam ao redor para assistir ao que parecia impossível.

O show que desafiava a lógica

O “Homem Avestruz” ficou conhecido por engolir objetos que a maioria das pessoas consideraria perigosos ou impossíveis de ingerir. Entre os itens que faziam parte de suas apresentações, relatos populares mencionam:

Moedas
Tampinhas de garrafa
Parafusos e pequenos metais
Lâminas e objetos pontiagudos
Pedras e outros materiais sólidos

Após engolir os objetos, ele demonstrava controle impressionante do próprio corpo, conseguindo devolvê-los intactos — uma habilidade rara, associada a técnicas de controle muscular do esôfago e do estômago, semelhantes às utilizadas por artistas circenses e faquires.

Essas apresentações eram vistas como um misto de espetáculo, desafio físico e demonstração de resistência humana. Para muitos, parecia mágica; para outros, era pura coragem.

Da praça para a televisão

O sucesso nas ruas levou Isaias Braga dos Santos a um nível de popularidade nacional. Em 1985, ele ganhou projeção em programas de grande audiência da televisão brasileira, tornando-se conhecido em todo o país.

Entre suas aparições mais marcantes, destacam-se:

O tradicional Programa Silvio Santos, apresentado por Silvio Santos, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira

O renomado Fantástico, exibido pela TV Globo

Essas participações transformaram o artista de rua em uma celebridade momentânea. O Brasil inteiro passou a conhecer o “Homem Avestruz”, e sua história se espalhou rapidamente, principalmente em uma época em que a televisão era o principal meio de comunicação e entretenimento.

Um símbolo da cultura popular brasileira

A trajetória de Isaias representa um capítulo singular da cultura popular brasileira, especialmente em um período em que artistas de rua tinham grande presença nas cidades e nas praças públicas.

Na década de 1980, o Brasil vivia uma fase de intensa vida urbana, com espetáculos improvisados que misturavam humor, risco e criatividade. O “Homem Avestruz” tornou-se um símbolo dessa realidade — um artista que dependia apenas de talento, coragem e do contato direto com o público.

Seu sucesso também refletia a curiosidade das pessoas por feitos extraordinários e desafios físicos, algo muito valorizado na cultura popular e nos programas de televisão da época.

Entre o espetáculo e o perigo

Apesar do sucesso e da fama, as apresentações do “Homem Avestruz” sempre foram cercadas de riscos. Engolir objetos sólidos ou cortantes pode causar ferimentos internos graves, infecções e até risco de morte.

Especialistas em medicina e segurança sempre alertaram que esse tipo de prática exige treinamento específico e acompanhamento rigoroso, sendo extremamente perigosa quando realizada sem preparação adequada.

Mesmo assim, Isaias Braga dos Santos continuou se apresentando, mantendo viva a imagem de um artista destemido, capaz de desafiar os limites do corpo humano.

A lenda que ficou na memória das praças

Com o passar dos anos, a presença do “Homem Avestruz” foi diminuindo, e sua história passou a circular principalmente na memória popular. Para muitos brasileiros que viveram os anos 1980, ele permanece como uma figura inesquecível — parte do folclore urbano e da cultura das ruas.

Em várias cidades, seu nome ainda é lembrado como sinônimo de espetáculo curioso e coragem fora do comum. Histórias sobre suas apresentações continuam sendo contadas, muitas vezes misturando realidade e lenda.

Conclusão — Um personagem único da cultura popular

Isaias Braga dos Santos, o Homem Avestruz, foi mais do que um artista de rua. Ele se tornou um personagem emblemático de uma época em que o entretenimento nascia nas praças e ganhava o país pela televisão.

Sua habilidade incomum, sua coragem e sua presença carismática transformaram apresentações simples em um fenômeno nacional. Hoje, sua história permanece como parte da memória cultural brasileira — uma lembrança viva de um tempo em que o espetáculo podia surgir em qualquer esquina e conquistar multidões.