Aos 88 anos, faleceu hoje o escritor, cartunista, cronista e músico Luís Fernando Verissimo, vítima de complicações de uma pneumonia. Ele estava internado desde o dia 11 de agosto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, onde lutava contra um quadro grave de saúde.
Vida e trajetória
Nascido em Porto Alegre, em 26 de setembro de 1936, Verissimo era filho do renomado escritor Érico Verissimo. Ao longo de sua carreira prolífica, publicou mais de 60 a 80 obras, entre crônicas, contos, romances, quadrinhos e humor sofisticado que conquistou leitores em todo o Brasil. Entre seus títulos mais emblemáticos estão As Mentiras que os Homens Contam, O Popular: Crônicas ou Coisa Parecida, A Grande Mulher Nua, Ed Mort e Outras Histórias e O Analista de Bagé.
Sua escrita era marcada pela leveza, ironia e senso absurdo — qualidades que o tornaram um dos cronistas contemporâneos mais populares do país.
Além da literatura, Verissimo teve atuação como tradutor, publicitário, revisor, roteirista e músico — era conhecido por tocar saxofone em pequenos grupos de jazz e era apaixonado por música.
Saúde e últimos anos
Nos últimos anos, ele enfrentou diversos desafios de saúde. Em 2020, passou por cirurgia para tratar de um câncer ósseo na mandíbula. Em 2021, sofreu um AVC que lhe deixou sequelas motoras e de comunicação. Também convivia com a doença de Parkinson e, em 2016, recebeu um marcapasso.
A pneumonia que desencadeou seu estado grave foi o último episódio que levou à hospitalização e, infelizmente, ao seu falecimento nas primeiras horas de hoje.
Legado e repercussão
Luis Fernando Verissimo deixou a esposa Lúcia Helena Massa e três filhos — Fernanda, Mariana e Pedro. Sua obra atravessou gerações e continua presente na memória afetiva de leitores e leitores que se encantavam com suas crônicas breves e agudas.
Um leitor compartilhou em rede social sobre seu apego às crônicas do autor:
“O terapeuta de Bagé e o Ed Mort são os meus livros de comédia favoritos... leves e muito bem construídos.”
Sua presença na imprensa e na cultura brasileira será lembrada como universal: da crônica que arrancava risadas à crônica que fazia refletir — tudo com elegância e humor refinado.
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